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Descubra as principais atrações romanas do Alentejo em Portugal

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  • Os vestígios do Império Romano continuam vivos no Alentejo, uma das regiões mais históricas de Portugal. Durante mais de 700 anos, do século 3 a.C. ao século 4 d.C., os romanos ocuparam o território português, construindo cidades, estradas, templos e aquedutos que até hoje influenciam a cultura, a arquitetura e o modo de vida local.

    No Alentejo, essa herança pode ser vista em sítios arqueológicos de importância histórica, que revelam como a civilização romana prosperou e deixou marcas duradouras na paisagem portuguesa.

    1. Templo Romano em Évora

    No coração de Évora, o Templo Romano se impõe como o maior monumento romano do Alentejo e um dos mais bem preservados da Península Ibérica. Construído no século 1, durante o reinado do imperador Augusto, o templo é conhecido popularmente como Templo de Diana. Suas colunas de mármore, em estilo coríntio, repousam sobre um pódio de granito, criando uma silhueta que se destaca no centro histórico da cidade. A visita permite observar de perto os detalhes arquitetônicos e, ao entardecer, a luz do Alentejo destaca as texturas da pedra. Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1986, o templo é um dos principais cartões de visita de Évora, junto com a Capela dos Ossos. 

    Templo Romano de Évora Alentejo
    Colunas coríntias marcam o Templo Romano de Évora (Turismo do Alentejo/Divulgação)

    2. Cidade Romana de Miróbriga

    Perto de Santiago do Cacém, as ruínas de Miróbriga Celticorum revelam uma antiga vila romana que foi próspera entre os séculos 1 e 4. O sítio arqueológico oferece um mergulho na vida urbana romana através do fórum com vestígios de templos, ruas pavimentadas de pedra e espaços comerciais que remetem ao passado. Entre os destaques, estão o hipódromo – o único em Portugal com a planta completa preservada – e duas casas de banho com sistema de aquecimento, que revelam a engenharia avançada e o conforto do cotidiano romano.

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    Passear por Miróbriga é também perceber a sobreposição de culturas. As origens célticas da cidade misturam-se à ocupação romana, enquanto a posição estratégica da colina sugere a importância do local para defesa e controle territorial. Hoje, a região integra os Itinerários Arqueológicos do Alentejo, oferecendo ao visitante percursos sinalizados.

    Cidade Romana de Miróbriga - Santiago do Cacém - Alentejo
    O sítio arqueológico de Miróbriga é ocupado desde o período romano e hoje integra a paisagem rural alentejana (Turismo do Alentejo/Divulgação)

    3. Villa Romana dos Pisões

    Descoberta acidentalmente em 1967, a Villa Romana de Pisões é hoje um dos sítios arqueológicos mais fascinantes do Alentejo. Localizada a cerca de 10 km de Beja, a vila controlava uma extensa produção agrícola destinada a abastecer o mercado de Pax Julia e o exército romano. O lugar impressiona pela riqueza arquitetônica: a presença de uma vinícola, mós e colunas de mármore revela não apenas o conforto e o requinte de seus habitantes, mas também a importância econômica e social do espaço na vida romana. Hoje, quem visita a região percorre caminhos entre mosaicos, em um percurso que combina arqueologia, arquitetura e a paisagem tranquila do Alentejo.

    Villa Romana dos Pisões Alentejo
    A Villa Romana dos Pisões revela a organização agrícola e residencial do período romano (Turismo do Alentejo/Divulgação)

    4. Ruínas Romanas de Tróia

    Às margens do Rio Sado, próxima ao centro de Tróia, o sítio arqueológico das Ruínas Romanas de Tróia é um testemunho da atividade industrial no período romano. Entre os séculos 1 e 6, o local foi o maior centro de salga de peixe do Império Romano, responsável pela produção do garum – o condimento mais desejado da época. As oficinas de salga, com dezenas de tanques organizados ao redor de pátios centrais, são um dos maiores legados desse comércio.

    As ruínas estão classificadas como Monumento Nacional desde 1910, preservando vestígios da vida romana. Em 2021, as Ruínas de Tróia vivenciaram um momento único ao produzir garum pela primeira vez em mais de 1.500 anos, resgatando um pedaço dessa história. Atualmente, as visitas estão restritas a grupos pequenos.

    Ruínas romanas em Tróia Alentejo
    Vestígios arqueológicos de Tróia, onde funcionou um importante centro romano de conservação de pescado (Turismo do Alentejo/Divulgação)

    5. Cidade Romana de Ammaia

    Localizada no coração do Parque Natural da Serra de São Mamede, no município de Marvão, encontra-se a Cidade Romana de Ammaia, fundada no século 1 e habitada até meados do século 5. Classificado como Monumento Nacional desde 1949, o sítio revela vestígios de uma cidade próspera. Ao percorrer a região, é possível vislumbrar trechos das muralhas, o fórum, termas públicas e um templo com podium ainda parcialmente preservado.

    O sítio abriga um museu que reúne achados arqueológicos, incluindo cerâmicas, moedas e objetos do dia a dia, que ajudam a reconstruir a vida dos antigos habitantes. Ammaia esteve praticamente “perdida” até ser redescoberta no século 20, e hoje, graças a décadas de escavações sistemáticas, é possível percorrer suas ruínas e perceber tanto a imponência arquitetônica quanto a importância econômica da cidade, que ocupava uma posição estratégica na rede de vias romanas.

    Cidade Romana de Ammaia Alentejo
    A Cidade Romana de Ammaia conta com estruturas que revelam o traçado urbano romano (Turismo do Alentejo/Divulgação)

    6. Villa Romana de São Cucufate

    Em Vila de Frades, perto de Vidigueira, a Villa Romana de São Cucufate impressiona pela preservação. O complexo, composto por uma mansão, termas, templos e áreas agrícolas, foi habitado entre os séculos 1 e 5, até a invasão bárbara, quando então passou a ser ocupada por mosteiros cristãos dedicados à São Cucufate. Ao longo dos séculos, a villa passou por sucessivas transformações arquitetônicas, que hoje permitem compreender diferentes fases da ocupação romana. Classificado como Monumento Nacional, o local permite caminhar por camadas de história em meio as decorações preservadas.

    Villa Romana de São Cucufate Alentejo
    A Villa Romana de São Cucufate é considerada um dos tesouros romanos mais bem preservados (Turismo do Alentejo/Divulgação)

    6. Vila ribeirinha de Mértola

    Esta vila foi um importante porto romano no Alentejo que conectava a região a centros comerciais do Mediterrâneo Oriental. Vestígios do fórum foram encontrados no castelo, e as ruínas de uma casa romana foram transformadas em museu, com objetos que ilustram a vida na época. A vila abriga também uma necrópole romana com túmulos escavados na rocha, sobre a qual foi construída, no século 16, uma ermida que hoje funciona como museu arqueológico. Ao caminhar entre as ruas estreitas, as casas caiadas e as antigas muralhas, é fácil perceber como a região foi crucial para as trocas entre culturas, desde os romanos até os mouros.

    Vila ribeirinha de Mértola Alentejo
    Vila ribeirinha de Mértola, onde camadas de história se sobrepõem entre muralhas (Turismo do Alentejo/Divulgação)

    Outros vestígios espalhados pelo Alentejo

    Além dos grandes sítios arqueológicos, há inúmeros outros vestígios romanos que podem ser explorados pelos visitantes. A ponte de Vila Formosa, integrava o eixo viário que ligava Lisboa a Mérida, enquanto a calçada romana de Torrão preserva um trecho da antiga estrada entre Pax Iulia e Ebora. Já em Alter do Chão, o destaque é o mosaico romano encontrado junto às antigas termas, de caráter figurativo, com a Medusa como figura central.

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    Fonte: viagemeturismo

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