Situado a leste de Madagascar, ao largo da costa oriental da África, a República da Maurícia – também conhecida como Ilhas Maurício – é um país reconhecido por sua beleza fora do comum. As quase 70 ilhas que compõem o arquipélago reúnem tudo aquilo que um destino paradisíaco tem a oferecer: praias de areias brancas e macias, recifes de coral coloridos, lagoas de águas azul-turquesa, além de um interior montanhoso, repleto de florestas tropicais e pitorescas quedas-d’água.
O nome do país é consequência da colonização holandesa na região: em 1598, o almirante holandês Wybrand Van Warwyck aportou na ilha e batizou-a de “Mauritius”, em homenagem ao príncipe Maurício de Nassau – cujo nome também figura nos livros de história brasileiros por ter sido o governador-geral do Brasil holandês entre 1637 e 1644, período em que fundou a Cidade Maurícia, onde atualmente fica o Recife.
Como consequência de uma história marcada por migrações e colonizações, o destino é lembrado por uma reunião singular de culturas: a população das Ilhas Maurício é formada por descendentes de indianos, crioulos (nome dado ao grupo étnico formado por descendentes de franceses com populações escravizadas trazidas da África continental), europeus e chineses – para citar apenas alguns grupos. Essa diversidade também se reflete na cozinha: a gastronomia mauriciana mais tradicional combina influências dessas várias culturas.
A seguir, descubra quatro atrações imperdíveis para visitar nas Ilhas Maurício.
Geoparque das Sete Cores
Em meio à vila montanhosa de Chamarel, no sudoeste da ilha, fica o Geoparque das Sete Cores, uma reserva natural pitoresca e muito visitada. Rodeadas por uma vegetação exuberante, as dunas se caracterizam por apresentar listras de sete cores diferentes: vermelho, marrom, violeta, verde, azul, roxo e amarelo.
Esse belo fenômeno foi causado pela decomposição de rochas basálticas vulcânicas em óxidos de ferro e alumínio, que, por apresentarem propriedades químicas distintas, contribuem para a formação de camadas coloridas. Ao visitar este geoparque, os viajantes podem observar as dunas de longe, protegidas por cercas de madeira, e caminhar ao redor delas por passarelas.
O parque também abriga algumas tartarugas-gigantes de Aldabra – espécie nativa do arquipélago de Seychelles, que pode alcançar até 1,40 metro de comprimento – e uma cafeteria onde se pode degustar um café cultivado e torrado no próprio país.
Le Morne Brabant
Agora, no extremo sudoeste do arquipélago, o viajante pode encontrar uma imponente montanha basáltica, ladeada por uma península com praias de areia branca, vegetação intocada e lagoas cristalinas. Esse local, classificado como Patrimônio Mundial pela Unesco, chama-se Le Morne Brabant.
A caminhada até o topo da montanha dura cerca de 3 a 4 horas (ida e volta) e exige um bom condicionamento físico. Vale observar que há alguns trechos íngremes e rochosos ao longo do percurso – por isso, recomenda-se a presença de um guia credenciado para realizar a caminhada.
Ao chegar ao topo, pode-se contemplar uma vista deslumbrante de uma extensa e colorida barreira de corais e da praia de Le Morne, aos pés da montanha. O local ainda abriga espécies vegetais próprias das ilhas — e um tanto raras —, como a Ruizia boutoniana, a flor nacional da República da Maurícia, cujo nome popular é “Boucle d’Oreille”, termo que significa “brinco” em francês, em referência ao formato de sino das flores.
Curiosamente, o local também guarda vestígios do passado colonial da região, uma vez que a montanha serviu como santuário e refúgio para escravizados fugitivos, chamados de “maroons”, durante os séculos 17 e 19.
A Cachoeira Submersa
Logo à frente da costa da Península de Le Morne fica uma das atrações mais exuberantes das Ilhas Maurício: uma gigantesca queda d’água que parece despencar para o fundo do oceano. A realidade, porém, pode ser menos surpreendente. Não se trata, na verdade, de uma cachoeira sob o mar, mas de uma ilusão de ótica provocada pelo escoamento contínuo de depósitos de areia.
Explica-se: esse fenômeno acontece quando as fortes correntes marítimas empurram continuamente a areia clara pelas encostas do planalto em direção a um abismo oceânico de aproximadamente 4.000 metros de profundidade. A variação dos tons azulados e esverdeados das águas, somada ao movimento da areia, também ajuda a criar esse efeito visual instigante.
A Cachoeira Submersa, contudo, não pode ser vista da praia ou do nível do mar. É preciso observá-la do alto para conseguir vislumbrar a forma da queda d’água. Para isso, pode-se contemplar o fenômeno tanto de um hidroavião quanto de um helicóptero (e ambos geralmente decolam da praia de La Prairie).
Port Louis, a capital do arquipélago
A capital da República Maurícia também não deve ficar de fora de um roteiro turístico pela região. Visitar Port Louis, na costa noroeste do país, oferece um vislumbre das diferentes culturas que convivem por lá. A cidade pode ser facilmente explorada a pé, tanto em passeios à beira-mar quanto em caminhadas pelo centro histórico.
O Mercado Central de Port Louis merece uma visita. Vibrante, a atração é marcada por feirantes que vendem produtos dos mais variados tipos: de frutas exóticas, legumes e especiarias a diversos chás e produtos da culinária local.
Também vale conhecer os inúmeros restaurantes espalhados pela região. Entre os pratos e as iguarias mais tradicionais das Ilhas Maurício, vale provar os curries bem temperados, os pratos à base de peixes e frutos do mar, a salada de palmito com marlim defumado e as comidas de rua populares, como o “dholl puri” (uma massa de ervilha amarela recheada) e o farata, um pão achatado e folhado de origem indiana.
Como chegar
Saindo do Brasil, a maneira mais fácil de chegar às Ilhas Maurício costuma ser voar de São Paulo com a South African Airways, com conexão em Joanesburgo, na África do Sul. É muito comum que pacotes de viagem até as Ilhas Maurício incluam paradas em Joanesburgo e na Cidade do Cabo. Também há opções via Dubai (Emirates) e Adis Abeba (Ethiopian Airlines).
Fonte: viagemeturismo





