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Descubra a recriação da Cidade do Século 20 no Museu Iriarte, na Argentina

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Mais do que guardar obras antigas, o Museu Iriarte, na localidade argentina de mesmo nome, se propõe a simular uma cidade inteira que parou no começo do século 20.

O museu a céu aberto conta com a infraestrutura rural e urbana de uma pequena vila que não se rendeu às exigências do tempo, e tenta combinar a essência cultural argentina da época com o legado da ferrovia que ajudou a povoar a região, também conhecida como Colonia San Ricardo.

Lugares como um pequeno armazém e antigas locomotivas ficam abertos para que o visitante circule livremente e tenha uma vivência mais imersiva.

Conhecendo o museu

Todo o cenário simula como era a vida de antigamente, com réplicas autênticas de pequenas casas. Nelas, além da arquitetura, também são preservados ferramentas de vida cotidiana e velhas oficinas relacionadas a negócios da época, como tinturarias, panificadora e salas de imprensa.

A casa original data do fim do século 19, incluindo o moinho. Mas vale a ressalva aos amantes do turismo histórico: não é uma vila inteiramente preservada, com boa parte do acervo imobiliário tendo sido reconstruída aos poucos – ainda que fiel às características do período – pelo proprietário do museu, Óscar Marzol.

No início, Marzol pretendia construir somente um jardim botânico, mas o hobby rendeu frutos e seguiu sendo expandido ao longo de anos. Por fim, ele finalmente montou a vila.

Circuitos

O local possui seis circuitos, cada um focado em uma temática diferente. O primeiro deles, o caminho da água, permite ver de perto elementos de captação funcionais: bombas de água e poços, além de moinhos.

Outro circuito, focado na vivência agrícola, mostra de perto máquinas para plantio, moagem e debulha, assim como ferramentas domésticas, de ferraria e até carros e carruagens para transporte de cargas.

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E, por falar em transporte de cargas, é possível passear nas réplicas de estações de trem, com vagões antigos, contando também com um carregador de cana-de-açúcar e galpão. Tudo isto no terceiro circuito, dedicado à rememoração das linhas ferroviárias.

O quarto circuito trata de galpões agrícolas: também com um carregador de cana-de-açúcar, além de uma debulhadora a vapor, reboques e carroças.

O quinto é para conhecer a porção urbana do povoado. E opções não faltam: o visitante pode ter contato com antigas fábricas de refrigerantes, bibliotecas, pequenos armazéns, bancos, cooperativas e até opções inusitadas como clínicas dentárias e terrenos baldios. Há, até mesmo, a recriação de uma antiga estação do subte, o metrô da capital.

Quem quer reviver a vida no campo, porém, deve percorrer o último dos circuitos disponíveis, que permite ver antigos maquinários, a exemplo da colheitadeira de amendoim ou enfardadeira de feno e arados, além de estabelecimentos, como um ferro-velho, prédio para laticínios ou um antigo teatro.

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O que esperar e como visitar

O museu fica em Iriarte que, apesar de se situar na província de Buenos Aires, na verdade está bem longe da capital, já na divisa com Santa Fe. Partindo da cidade de Buenos Aires, são cerca de 350 km pela Ruta Nacional 7, cerca de quatro horas e meia de viagem.

No local, há venda de bebidas, café e lanches, além de estacionamento gratuito.

O museu só funciona, em regra, aos fins de semana e feriados, das 16h às 20h. Porém, visitas em outros momentos são permitidas para grupos com mais de 10 pessoas, mediante reserva e pagamento antecipado.

Serviço:

Ruta N7, Km 351, Iriarte, Província de Buenos Aires

Ingressos: 25000 pesos (aproximadamente US$18)

Abre de 6ª/dom 18h/22h; saiba mais

Fonte: viagemeturismo

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