Não se sabe ao certo nem quando nem onde o crochê surgiu. Alguns pesquisadores acreditam que ele tenha evoluído a partir da Pré-História, com o entrelaçamento manual de fios com os dedos.
A arte do crochê tal como conhecemos – com agulha e linha – teria se iniciado por volta do século 16, mas os registros são escassos. A pesquisadora dinamarquesa Lis Paludan, referência no tema, formulou três hipóteses sobre o surgimento do crochê na Europa:
1) ele surgiu na Arábia e foi levado ao Mediterrâneo por meio de rotas comerciais;
2) surgiu em comunidades indígenas da América do Sul, que o utilizavam em rituais;
3) vem da China, onde eram feitas bonecas tridimensionais.
Para a autora, a hipótese mais forte seria a última e, assim, o crochê teria sido influenciado pelo bordado chinês. Não há consenso acadêmico, porém.
Mesmo com a origem incerta, sabe-se que o crochê se popularizou na Europa no século 19, tendo Eléonore Riego de la Branchardière como uma figura central nesse processo. Ela publicou alguns dos primeiros livros de padrões de crochê e é frequentemente considerada a “mãe do crochê moderno”.
O crochê também teve um papel importante durante a Grande Fome da Irlanda, entre 1845 e 1850. Em um contexto de extrema pobreza, a técnica se tornou uma fonte de renda para muitas famílias, que produziam peças artesanais (rendas irlandesas) para venda.
Pergunta de Juliana Alvim, de Osasco (SP)
Fontes: artigos Design e o crochetar no universo feminino e Crochetando tramas de vida.
Fonte: abril





