A Barnes Foundation, fundada em 1922 na Filadélfia, é uma instituição de arte que abriga uma das coleções mais importantes do mundo. A fundação reúne um vasto acervo de obras impressionistas, pós-impressionistas e do início do modernismo europeu.
O museu está localizado na Benjamin Franklin Parkway, em uma região conhecida como Museum Row (ou “Fileira dos Museus”, em tradução livre), no centro da cidade, situada a cerca de 150 km ao sul de Nova York. A poucos passos dali estão outras instituições culturais de destaque, como o Museu de Arte da Filadélfia e o Museu Rodin – o que permite incluir todas elas em um mesmo roteiro de viagem.
A seguir, conheça um pouco da história da Barnes Foundation e descubra os principais destaques de sua coleção:
Por dentro do museu
A história da galeria começa de uma maneira no mínimo curiosa, com a criação do Argirol, um antisséptico à base de prata, muito usado no início do século 20. O Dr. Albert Coombs Barnes, um dos responsáveis pela invenção do composto, começou a colecionar obras de arte após alcançar sucesso financeiro com os royalties da criação.
Em 1912, enviou seu ex-colega de escola e pintor William Glackens à Europa com 20 mil dólares para adquirir obras de arte modernas. Glackens, então, retornou com 33 pinturas. Estas formam, até hoje, o núcleo original do acervo, e são compostas de obras de grandes artistas que, na época, ainda não recebiam a atenção devida dos colecionadores, como Cézanne, Renoir, Van Gogh e Picasso.
Atualmente, a Barnes Foundation possui mais de 4 mil objetos em sua coleção, dos quais cerca de 900 são pinturas. Os números impressionam: são 181 obras de Renoir (a maior coleção do artista no mundo), 69 de Cézanne, 59 de Matisse, 46 de Picasso e 7 de Van Gogh.
Destaques da coleção
Muito do interesse despertado pelo museu está na forma como as obras são exibidas: em vez de seguir uma organização cronológica tradicional, a instituição reúne as peças em conjuntos que combinam, muitas vezes, obras-primas com objetos domésticos, de modo a destacar semelhanças visuais relacionadas à luz, às linhas, às cores e ao espaço.
Entre as pinturas mais célebres do acervo estão “The Card Players”, de Cézanne, e “The Postman (Joseph-Étienne Roulin)”, feita por Van Gogh, uma das primeiras obras importantes adquiridas por Barnes.
Outras peças sublimes também saltam aos olhos dos visitantes: é o caso de “The Dance” e “Le Bonheur de vivre”, ambas pintadas por Matisse. Esta última é considerada um marco do movimento fauvista, além de ser uma das inspirações de Picasso para a criação da tela “Les Demoiselles d’Avignon”, de 1907.
Entre as exposições temporárias em cartaz, “Just Us” vem conquistando cada vez mais destaque pela ousadia. A mostra reúne obras de arte originais criadas por artistas da Instituição Correcional Estadual (SCI) Phoenix, prisão de segurança máxima para homens localizada no sudeste da Pensilvânia. As obras retratam os impactos do sistema judiciário norte-americano e podem ser vistas até 24 de agosto.
O museu também oferece visitas guiadas diárias pelos principais destaques do acervo, além de conversas nas galerias conduzidas por especialistas.
Serviço
Onde? 2025 Benjamin Franklin Pkwy – Filadélfia.
Quando? O museu funciona de quinta a segunda-feira, das 11h às 17h.
Quanto? Os ingressos custam US$ 30 para adultos, US$ 28 para idosos e US$ 5 para estudantes. Não é permitido fotografar nas galerias, e bolsas grandes devem ser deixadas no guarda-volumes, gratuitamente.
Fonte: viagemeturismo





