Quando o assunto é natureza, não é novidade dizer que o Brasil é um país muito privilegiado. Além de abrigar a maior área úmida continental do planeta, o Pantanal, desde 1996 o país é signatário da Convenção de Ramsar, um tratado internacional criado para promover a conservação e o uso racional de áreas úmidas.
Fazem parte delas pântanos, charcos e diversas superfícies cobertas de água, sejam elas permanentes ou efêmeras, de água doce ou salobra. Essas regiões bastante vulneráveis fazem a transição entre os ecossistemas aquáticos e terrestres, com partes do território que ficam alagadas sazonalmente.
Conheça a seguir cinco desses locais com atrativos naturais singulares:
1. Sesc Pantanal (MT)

A Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal é a maior área particular de preservação no país, com 107.996 hectares. O projeto é iniciativa do Serviço Social do Comércio (Sesc) e está situado nos municípios mato-grossenses de Poconé, Barão de Melgaço e Rosário Oeste.
De toda a zona da reserva, apenas cerca de 5% foi alterada pela ação humana, enquanto o restante é caracterizado por áreas primitivas com pouca ou nenhuma intervenção. Essa área inclui planícies e florestas de inundação, lagos sazonais e rios permanentes que são habitat para diversas espécies brasileiras, incluindo a anta brasileira, o tamanduá-bandeira e o cervo-do-pantanal.
Além da RPPN, a estrutura do Sesc integra parques e um hotel com instalações de baixo impacto ambiental. As reservas podem ser consultadas no site oficial.

O Parque Nacional de Anavilhanas é uma unidade de conservação distribuída pelos municípios de Manaus, Iranduba e Novo Airão. Situado no interior da floresta tropical da bacia amazônica, no curso inferior do Rio Negro, Anavilhanas possui um vasto ecossistema de rios e lagos que são lar para dezenas de espécies de aves e mamíferos, como o gato-maracajá e o peixe-boi amazônico, endêmico da região.
A região pode ser visitada o ano inteiro, com diferentes atrativos durante as épocas de cheia e de seca. Entre março e agosto, na alta das águas, é possível fazer trilhas aquáticas por igapós da floresta alagada.
Durante a seca, praias de areias brancas emergem das águas na Orla de Novo Airão. Em qualquer época do ano, é ali que os turistas se concentram para visitar o famoso Flutuante dos Botos, onde é possível ficar pertinho dos botos vermelhos; conheça as regras.
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3. Parque do Cantão e Ilha do Bananal (TO)

O Parque Estadual do Cantão está situado entre as cidades de Caseara e Pium, a aproximadamente 135 km de Palmas, capital do Tocantins. O Parque protege a região do Cantão, onde fica o delta do rio Javaés. O curso de água é um braço menor do rio Araguaia e dá origem à Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. No ecossistema do Cantão existem 900 lagos que são o habitat de diversas espécies locais como as ariranhas e os jacarés-açu.
A Ilha do Bananal, por sua vez, tem cerca de 20 mil km² e é o lar dos povos indígenas Javaé e Karajá. O território fica submerso em grande parte do ano e ressurge nos períodos de baixa dos rios. O local atrai turistas de todo o Brasil para a prática da pesca e trilhas em meio a natureza. A estação seca é mais propícia ao turismo e vai de maio a setembro.
4. Parque Estadual do Rio Doce (MG)
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Dividido entre as cidades de Dionísio, Marliéria e Timóteo, a cerca de 250 km de Belo Horizonte, o Parque Estadual do Rio Doce abriga o maior fragmento de vegetação da Mata Atlântica em Minas Gerais. Aproximadamente 6% da área do parque é coberta por 42 lagos naturais, sendo este o terceiro maior complexo de lagos do Brasil depois do Pantanal e da Amazônia.
O parque é lar para a onça-pintada, o gavião-real e o muriqui-do-norte, o maior primata da América do Sul. Por lá também se encontram exemplares da árvore mais simbólica do país, o pau-brasil, ameaçado de extinção.
As trilhas são a atividade mais procurada do parque, já que existem opções com diferentes graus de dificuldade, como a Trilha da Criança, com apenas 175 metros, e a Trilha do Angico Vermelho, com 1,5 km. Algumas das trilhas precisam da contratação de condutores credenciados, como a Travessia Salão Dourado – Ponte Queimada (20 km) e a Transperdida (10 km).
Além das trilhas, há uma área de banho, passeios de barco e atividades de pesca restritas à Lagoa Dom Helvécio para pescadores com carteirinha de pesca válida.
5. Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS)

Criado em 1986, o PARNA Lagoa do Peixe é uma área de proteção situada entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. A paisagem nessa extensa planície tem áreas com mata de restinga, banhados, campos de dunas e lagoas. O local atrai grande variedade de aves migratórias, sendo o destino ideal para quem se dedica à observação de pássaros.
Outros atrativos interessantes por lá são as trilhas por dentro da natureza, com diferentes distâncias e graus de dificuldade. As mais percorridas são a Trilha das Figueiras, a Trilha do Talha-mar e a Trilha das Dunas. Além destas há também a imperdível Trilha dos Flamingos, onde é possível avistar pontos de alimentação de flamingos-chilenos. O Centro de Informações do Parque fica no município de Mostardas, nas proximidades, e para visitar a área de preservação não é cobrado ingresso.
Fonte: viagemeturismo