A plataforma PlanetaEXO reuniu 15 destinos de ecoturismo no Brasil para conhecer em 2026. A lista percorre diferentes regiões do país e destaca lugares onde turismo e conservação ambiental se conectam com o cotidiano dos territórios.
Trilhas, observação da fauna e atividades ao ar livre estão no centro dessas experiências. Ao atravessar alguns dos principais biomas brasileiros, os destinos revelam o potencial do ecoturismo e indicam formas mais conscientes de conhecer o país.
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é marcado por dunas e águas claras. Trilhas sobre a areia, banhos nas lagoas e visitas a comunidades em Barreirinhas, Atins e Santo Amaro do Maranhão estruturam a experiência na região. O cenário também atrai visitantes interessados em fotografia e em passeios de ritmo mais contemplativo.
A maior floresta tropical do planeta é um dos principais destinos de ecoturismo do mundo graças à grandeza da fauna e da flora. Roteiros conscientes incluem trilhas, passeios fluviais e visitas a comunidades ribeirinhas, tanto no Amazonas quanto no Pará.
No Amazonas, os Parques Nacionais de Anavilhanas e do Jaú oferecem uma imersão profunda na biodiversidade do Rio Negro e Solimões. Já no Pará, o destaque fica para as águas caribenhas de Alter do Chão e o Rio Tapajós. As visita incluem contato com animais selvagens, como botos-cor-de-rosa, além de uma infinidade de árvores, plantas e flores.
3. Barra do Garças (MT)
Situada entre áreas de Cerrado, cânions e águas termais, Barra do Garças tem como principal atrativo o Parque Estadual da Serra Azul. O cenário reúne formações rochosas, áreas de vegetação preservada, trilhas, mirantes e quedas d’água. As cachoeiras Azul, Perdida e Samambaia, bem como a piscina natural do Santuário das Araras, estão entre os pontos mais visitados, devido ao clima quente predominante ao longo do ano.
Com mais de 38 mil km², a Chapada Diamantina abriga um parque nacional conhecido por cachoeiras, grutas e piscinas naturais. Entre os destaques estão as cachoeiras do Buracão, Fumaça e Fumacinha, além dos poços Azul e Encantado. A região também inclui o Vale do Pati, ideal para caminhadas ecológicas. As trilhas cruzam rios, mirantes e cavernas, enquanto as quedas d’água do parque atraem visitantes de diferentes países.
Conhecido como Terra dos Cânions, Cambará do Sul concentra formações rochosas antigas. Itaimbezinho e Fortaleza são os cânions mais famosos, mas o Parque Nacional de Aparados da Serra e o Parque Nacional da Serra Geral contam com outras atrações imperdíveis, como a Trilha do Rio do Boi, a Cachoeira do Tigre Preto e a Pedra do Segredo. Na região, as atividades de ecoturismo incluem trekking, exploração de cavernas, banhos de cachoeira e contemplação da Mata Atlântica.
Jalapão e Serras Gerais formam um território de dunas douradas, vegetação inalterada, quedas d’água, cavernas e fervedouros. A diversidade de atrativos permite roteiros mais extensos, que podem chegar a duas semanas de viagem. O Parque Nacional do Jalapão e as Serras Gerais estão separados por cerca de quatro horas de deslocamento, o que viabiliza a visita aos dois destinos em uma mesma viagem, conectando trilhas, piscinas naturais, rios e cânions.
A Chapada dos Veadeiros abriga paisagens como a Chapada Alta, o Rio Preto e o Vale da Lua. O parque nacional oferece trilhas que passam por cachoeiras e paisagens típicas do bioma, incluindo a Cachoeira dos Saltos, com quedas que chegam a 120 metros. O destino se destaca no Centro-Oeste para caminhadas e atividades ao ar livre. Para quem busca maior imersão, é possível acampar dentro do parque nacional.
Maior área úmida do mundo, o Pantanal se estende por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A diversidade do bioma permite vivências distintas em cada região, que vão da observação de vida selvagem a passeios terrestres e fluviais. A região oferece acomodações de alto padrão, que também atuam ativamente na conservação do meio ambiente.
No Pantanal Norte, são comuns os safáris de barco e o avistamento de espécies emblemáticas, como a onça-pintada. No Pantanal Sul, as atividades incluem caminhadas, cavalgadas e observação da fauna.
9. Vale do Catimbau (PE)
O Vale do Catimbau revela a Caatinga em paisagens de vales abertos, formações rochosas e trilhas que atravessam sítios arqueológicos. O contraste entre o relevo seco, áreas verdes e o céu aberto compõe um dos cenários mais singulares do Nordeste. O Parque Nacional do Catimbau abriga mais de seis mil registros de arte rupestre, o que o coloca entre os maiores sítios arqueológicos do país. Entre setembro e dezembro, a alta visibilidade do céu favorece a observação de estrelas e astros.
Nobres é conhecido pelos rios de águas cristalinas, trilhas ecológicas, cavernas, cachoeiras e piscinas naturais ricas em calcário, condição que favorece a flutuação. Grande parte das atrações está concentrada no distrito de Vila Bom Jardim, a cerca de 65 km de distância. Com fluxo turístico menor do que destinos semelhantes, como Bonito (MS), a região mantém um ritmo mais tranquilo. Entre os principais atrativos estão os rios Salobra e Quebó Grande, o Mirante do Cerrado, a Lagoa das Araras e as nascentes Aquário Encantado e Refúgio das Águas.
O Parque Nacional da Serra da Capivara ocupa cerca de 130 mil hectares e reúne cavernas, paredões rochosos e trilhas de diferentes níveis de dificuldade. A região abriga um dos conjuntos arqueológicos mais relevantes das Américas, com aproximadamente 30 mil peças de arte rupestre. Além de passeios guiados, o roteiro inclui visitas ao Museu da Natureza, localizado na entrada do parque nacional.
12. Cerrado – Trijunção (GO/MG/BA)
Na divisa entre Goiás, Minas Gerais e Bahia, o Cerrado se apresenta em uma região onde diferentes influências culturais se encontram. A Pousada Trijunção, única hospedagem da área, combina conforto com atividades como caminhadas, passeios de bicicleta e avistamento de lobos-guará, realizada em parceria com o projeto Onçafari. A estrutura adota práticas sustentáveis, como reaproveitamento de água da chuva, reciclagem e uso de energia solar.
No distrito de Lima Duarte, Ibitipoca reúne trilhas, cachoeiras e mirantes em uma região serrana marcada por iniciativas de conservação. A organização Ibiti atua na articulação entre ecoturismo, proteção da fauna e da flora e a criação de alternativas econômicas para moradores locais. O roteiro de atividades inclui observação de vida selvagem, passeios de bicicleta, stand-up paddle e mergulhos em piscinas naturais.
14. Abrolhos (BA)
O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos abriga o maior recife de corais da América do Sul. O arquipélago, formado por cinco ilhas, apresenta condições favoráveis para a observação da vida marinha, especialmente da baleia-jubarte. As visitas também incluem mergulhos com snorkel ou cilindro, além de hospedagens em catamarãs que flutuam nas águas.
Fernando de Noronhaune luxo e ecoturismo. As atividades incluem passeios por praias de areia branca e mergulhos voltados à observação de espécies protegidas, como o golfinho-rotador e a tartaruga-verde. A preservação ambiental e a biodiversidade marinha definem a dinâmica do arquipélago. Entre os principais cartões-postais estão a Praia do Sueste, a Baía dos Porcos e a Praia da Cacimba do Padre.