A exploração espacial acaba de dar um passo gigantesco na compreensão da química extraterrestre. Uma equipe de pesquisa chinesa confirmou, por meio de amostras coletadas pela sonda Chang’e-6, a presença inédita de nanotubos de carbono de parede única e carbono grafítico formados naturalmente no lado oculto da Lua. A descoberta desafia o senso comum de que essas estruturas complexas precisariam de intervenção artificial para existir.
De acordo com a Administração Espacial Nacional da China (CNSA), a análise do solo lunar também revelou que a atividade geológica no satélite é muito mais intensa e dinâmica do que a ciência supunha anteriormente. O achado abre novas portas para entender como a energia de impactos de micrometeoritos e a radiação solar moldam a matéria no espaço.
Como os nanotubos surgiram na Lua?
Os cientistas acreditam que a formação dessas estruturas complexas de carbono é resultado de processos naturais extremos. Sem qualquer intervenção humana, o carbono se reorganizou devido a uma combinação de fatores:
- Impactos de Micrometeoritos: Colisões frequentes que geram picos de energia;
- Atividade Vulcânica Antiga: Calor residual que influenciou a composição do solo;
- Vento Solar e Radiação: Exposição prolongada que fornece a energia necessária para reações químicas complexas.
2026: Um ano de marcos na astronomia
A descoberta da Chang’e-6 é apenas um dos grandes feitos astronômicos registrados neste ano. Outros eventos marcantes incluem a confirmação de um impacto espacial no Brasil ocorrido há seis milhões de anos e a identificação, pelo Telescópio James Webb, de buracos negros em fase inicial de crescimento no Universo primitivo.
Importância Científica: “Saber que materiais tão complexos podem se formar naturalmente em ambientes extraterrestres amplia drasticamente nosso conhecimento sobre a evolução química do Universo”, destacam os pesquisadores.
O Dia de Ajudar segue acompanhando os avanços da ciência e tecnologia que impactam nossa visão do mundo e do espaço. Fique ligado para mais atualizações sobre as missões lunares e as novas fronteiras do conhecimento astronômico.
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Fonte: cenariomt






