Deputado gasta R$ 203 mil de verba pública para alugar SUV dos sobrinhos
Um novo escândalo envolvendo o uso da cota parlamentar agita os bastidores da Câmara dos Deputados neste início de maio de 2026.
O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) está no centro de uma denúncia que aponta o uso de R$ 203.400,00 em dinheiro público para o aluguel de SUVs de luxo.
O agravante é que os veículos pertencem a uma empresa de propriedade de seus próprios sobrinhos, o que configura uma violação direta das normas éticas e administrativas da Casa.
Abaixo, detalhamos como os gastos foram estruturados e as irregularidades apontadas no exercício do mandato:
Detalhamento dos Gastos e Veículos

De acordo com os dados extraídos do Portal da Transparência, o parlamentar utilizou a verba indenizatória para custear a locação de modelos de alto padrão. Os principais pontos do levantamento são:
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Valor Total: R$ 203.400,00 reembolsados integralmente pela Câmara.
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Volume de Notas: Ao todo, foram identificadas 22 notas fiscais emitidas e pagas com dinheiro público.
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Período: Os reembolsos ocorreram mensalmente entre maio de 2024 e março de 2026.
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Modelos Utilizados: Entre os carros alugados figuram SUVs de grande porte, como o Jeep Commander e o Caoa Chery Tiggo 7.
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Valor Mensal: Em faturas recentes, o aluguel de um único veículo chegou a custar cerca de R$ 12 mil mensais aos cofres da União.
A Conexão Familiar e a Empresa
A empresa beneficiada com os recursos é a Construtora e Locadora JMX.
As investigações revelam que os sócios-proprietários da locadora são Thiago Silva Santiago (conhecido politicamente como Thiago de Azulão, vereador em Uiraúna-PB) e Thaísa Santiago. Ambos são filhos de José Milton Santiago, irmão já falecido do deputado Wilson Santiago.
O vínculo de parentesco torna o reembolso ilegal perante o regramento da Câmara dos Deputados, que proíbe expressamente o pagamento de despesas a empresas cujos proprietários sejam parentes do parlamentar até o terceiro grau (categoria na qual se enquadram os sobrinhos).
Regras Violadas e Possíveis Punições
A cota parlamentar deve ser utilizada estritamente para o custeio de despesas típicas do mandato.
O uso para beneficiar empresas de familiares é visto como desvio de finalidade. As consequências para este caso podem incluir a notificação para a devolução integral dos R$ 203 mil aos cofres públicos e a abertura de investigação no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
Confirmada a irregularidade, o Ministério Público também pode acionar o parlamentar por improbidade administrativa.
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Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo
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Fonte: garagem360





