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Defesa solicita evidências e liberdade para acusado do caso Zampieri

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A defesa do empresário e CAC Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado pelo Ministério Público como responsável por intermediar a aquisição e fornecer a arma utilizada no assassinato do advogado Roberto Zampieri, voltou a questionar a manutenção da prisão preventiva do réu. Em petição apresentada à 11ª Vara Criminal de Cuiabá, o advogado Igor Lopes sustenta que a defesa não teve acesso integral aos dados extraídos dos equipamentos eletrônicos apreendidos durante as investigações.

Segundo a defesa, a falta das cópias completas das extrações telemáticas estaria comprometendo a análise do conjunto probatório e, consequentemente, o exercício do direito de defesa. O pedido protocolado no domingo (9) solicita que a secretaria judicial disponibilize os HDs com a totalidade do material obtido a partir dos aparelhos recolhidos no processo.

No documento, o advogado também requer que o processo seja colocado em ordem para que a defesa possa ter acesso ao conteúdo que considera necessário para a preparação do caso. A argumentação é de que a disponibilização incompleta das provas impede uma atuação defensiva adequada.

Ao pedir a liberdade de Hedilerson, a defesa relaciona a prisão preventiva à suposta restrição de acesso ao material probatório. “Requer a revogação da prisão preventiva”, afirma a petição, sob o argumento de que o direito do defensor às cópias e atualizações da integralidade das provas não estaria sendo observado.

O empresário é um dos nove denunciados pelo assassinato de Zampieri, morto a tiros em 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em maio, após as investigações conduzidas inicialmente pela Polícia Civil de Mato Grosso e posteriormente aprofundadas pela Polícia Federal.

De acordo com a acusação, o crime teria sido planejado por uma organização criminosa contratada para executar o advogado. Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como financiador e líder do chamado Comando C4, enquanto Hedilerson teria atuado como intermediário e responsável pela arma. Antônio Gomes da Silva é acusado de ter efetuado os disparos.

Também foram denunciados Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, apontados como integrantes do grupo envolvido na execução.

As investigações apontam que Antônio Gomes permaneceu nas proximidades do escritório de Zampieri antes do ataque. Quando o advogado deixou o local e entrou em sua picape Fiat Toro, o atirador se aproximou e efetuou pelo menos dez disparos.

A execução foi registrada por câmeras de segurança de imóveis da região. Nas imagens, o criminoso aparece utilizando uma caixa para esconder a arma e tentar reduzir o barulho provocado pelos tiros. O objeto acabou localizado em frente a outro escritório de advocacia situado nas proximidades.

Na ocasião do assassinato, Zampieri carregava cerca de R$ 11 mil no bolso.

Etevaldo, Hedilerson e Antônio chegaram a ser submetidos ao Tribunal do Júri em 28 de julho. O julgamento, porém, não chegou a ser concluído porque um dos jurados passou mal durante a sessão. Com isso, o júri foi remarcado para 29 de setembro.

Fonte: odocumento

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