A Defesa Civil de Mato Grosso está realizando o mapeamento e a atualização de áreas de risco em municípios do Estado para identificar regiões suscetíveis a desastres e orientar medidas de prevenção. Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil Estadual, os trabalhos incluem vistorias técnicas, análise de dados geográficos e participação das administrações municipais. As atividades já foram realizadas em Sorriso e Santo Antônio de Leverger.
Mapeamento de áreas de risco é atualizado em Sorriso
Em Sorriso, município localizado a aproximadamente 400 quilômetros de Cuiabá, as equipes estaduais trabalham na atualização do levantamento elaborado em 2023. A atividade ocorre em parceria com a Defesa Civil municipal e considera as mudanças registradas no território desde a última avaliação.
O crescimento urbano é um dos fatores considerados pelas equipes técnicas. A expansão dos bairros e as alterações na ocupação do solo podem modificar as condições de exposição da população a determinados fenômenos naturais. Por isso, a revisão dos dados permite verificar se os setores anteriormente identificados continuam apresentando riscos ou se existem novas áreas que precisam de atenção.
De acordo com o 3º sargento BM Jean Carlos Pazim, da Coordenadoria de Gestão de Riscos da Defesa Civil Estadual, a atualização fornece informações importantes para o planejamento da administração municipal.
Segundo o militar, os dados ajudam a Prefeitura a aprimorar o Plano de Contingência, documento que organiza as responsabilidades e os procedimentos de resposta diante de situações de emergência e desastres.
Santo Antônio de Leverger recebe primeiro levantamento estadual
Outra frente de trabalho foi desenvolvida em Santo Antônio de Leverger, a aproximadamente 30 quilômetros de Cuiabá. Nesse município, a atividade representou a primeira execução de um mapeamento de áreas de risco pela Defesa Civil Estadual.
A iniciativa amplia o conhecimento técnico sobre as condições do território e fornece informações para que a gestão municipal possa avaliar possíveis ameaças. O levantamento também permite organizar prioridades e direcionar medidas de prevenção conforme as características identificadas em cada região.
Como funciona o levantamento das áreas suscetíveis a desastres
O trabalho não depende apenas de imagens ou registros administrativos. As equipes realizam vistorias em campo, conversam com moradores e coletam informações junto às prefeituras. Também consultam o histórico de ocorrências e observam as características físicas do terreno e dos bairros avaliados.
Entre os recursos utilizados estão ferramentas tecnológicas, imagens de satélite e sistemas de georreferenciamento. Esses instrumentos ajudam a localizar e delimitar setores suscetíveis a diferentes tipos de ocorrência.
O cruzamento dessas informações permite compreender melhor as condições de cada área. A localização das ocupações, as características do relevo e os registros de eventos anteriores contribuem para identificar pontos que exigem acompanhamento e planejamento específico.
O que diz a legislação sobre prevenção de desastres?
O mapeamento também está relacionado às diretrizes da Lei Federal nº 12.608/2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. A legislação estabelece medidas para integrar ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de desastres.
O artigo 42-A do Estatuto da Cidade, incluído pela mesma lei, determina que municípios integrantes do cadastro nacional de localidades suscetíveis a determinados desastres incorporem ao Plano Diretor o mapeamento das áreas vulneráveis, o planejamento de intervenções preventivas e medidas de drenagem urbana.
Na prática, essas informações ajudam o poder público a tomar decisões sobre o uso e a ocupação do solo, identificar locais que exigem atenção e planejar intervenções para diminuir a exposição dos moradores a situações perigosas.
Informações serão encaminhadas às prefeituras
Após a conclusão dos levantamentos, os dados técnicos são encaminhados às administrações municipais. A partir dessas informações, as prefeituras podem avaliar a necessidade de medidas preventivas e aperfeiçoar seus instrumentos de planejamento e resposta a emergências.
É importante destacar que o mapeamento, por si só, não elimina os riscos existentes. Os resultados precisam orientar ações concretas, como planejamento territorial, acompanhamento de áreas vulneráveis e preparação dos serviços responsáveis pelo atendimento à população.
Em Sorriso, a atualização também permite revisar informações que já estavam disponíveis desde 2023. Em Santo Antônio de Leverger, o primeiro levantamento estadual cria uma base técnica para orientar futuras decisões da administração municipal.
Os moradores podem contribuir com a prevenção ao acompanhar as orientações dos órgãos oficiais e comunicar às autoridades situações que indiquem possíveis riscos em suas comunidades. A identificação antecipada de problemas é uma etapa importante para reduzir danos e proteger vidas.
Reportagem baseada em informações da Defesa Civil de Mato Grosso e na legislação federal disponível no Portal da Presidência da República. Os dados específicos sobre os levantamentos em Sorriso e Santo Antônio de Leverger foram preservados conforme a divulgação oficial.
Fonte: cenariomt






