A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), fechou a compra de 150 kits de estesiômetros que serão enviados diretamente para os postos de saúde dos bairros.
O investimento marca a retomada da aquisição desse tipo de equipamento pela rede pública municipal após um hiato de mais de uma década e promete dar agilidade ao diagnóstico e tratamento da hanseníase na capital.
Os dispositivos serão integrados à rotina das Unidades de Saúde da Família (USFs). A distribuição dos kits faz parte de uma estratégia de descentralização do atendimento, fortalecendo a Atenção Primária para que o paciente não precise se deslocar até grandes hospitais ou centros de referência apenas para fazer exames básicos de monitoramento.
O que é o estesiômetro e por que ele é vital?
A hanseníase é uma doença silenciosa que ataca os nervos periféricos. Se não for tratada a tempo, pode causar a perda definitiva de sensibilidade em membros como mãos e pés, levando a deformidades físicas graves.
O estesiômetro — um conjunto de filamentos de espessuras diferentes — funciona como uma linha de defesa contra essas sequelas:
- Identificação precoce: Permite que o médico ou enfermeiro perceba quando o paciente está começando a perder a sensibilidade na pele;
- Prevenção de incapacidades: Ao detectar o dano neural logo no início, a equipe de saúde consegue ajustar a medicação e evitar danos físicos permanentes;
- Evolução clínica: Ajuda a monitorar, consulta após consulta, se o tratamento está funcionando e se o paciente está recuperando a resposta nervosa.
Cuidado na porta de entrada do SUS
A incorporação dos kits faz parte do Programa Municipal de Controle da Hanseníase. Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, o foco da gestão está em dar condições de trabalho dignas para quem atua na ponta do atendimento. “Garantir esses estesiômetros é dar mais qualidade ao diagnóstico nos bairros, permitindo um acompanhamento ágil e eficaz dos pacientes bem perto de suas casas”, destacou.
A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, reforça que a triagem precoce é o único caminho para frear o avanço da doença. Segundo ela, as equipes dos postinhos de saúde agora passam a contar com a ferramenta ideal para dar o cuidado integral que o protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) exige, acompanhando o cidadão de ponta a ponta, do diagnóstico à cura.
Fonte: cenariomt





