O coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia tornou-se réu após a Justiça Militar receber denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar. O oficial é acusado de assédio sexual contra uma subordinada e de tentar intimidar testemunhas envolvidas na investigação.
O Ministério Público também solicitou a prisão preventiva do militar, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça. Em contrapartida, foram determinadas medidas cautelares para preservar a apuração dos fatos.
A ação penal teve origem em denúncia apresentada em julho deste ano pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a acusação, entre o fim de 2024 e julho de 2025, o coronel teria enviado mensagens consideradas inadequadas a uma subordinada com a intenção de obter vantagem ou favorecimento sexual.
Ao receber a denúncia, o juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo entendeu que a acusação apresenta os elementos necessários para o prosseguimento da ação penal. Conforme a decisão, existem indícios suficientes de autoria e materialidade para justificar a abertura do processo, enquanto a análise definitiva ocorrerá durante o julgamento.
Acusação de intimidação
De acordo com o Ministério Público, em 29 de junho de 2026 o coronel teria enviado mensagens por WhatsApp às testemunhas utilizando um número registrado em nome de outra pessoa e se identificando como “Marcos João”. Nas conversas, ele teria mencionado detalhes da investigação e dos depoimentos prestados, demonstrando conhecimento do procedimento em andamento.
A denúncia afirma ainda que o oficial sugeriu que as militares reconsiderassem seus relatos, afirmando que ainda haveria tempo para “reparar o dano”. Também teria feito referências a familiares das testemunhas, o que, segundo a acusação, provocou temor e intimidação.
O Ministério Público destaca que o impacto das mensagens seria agravado pela relação hierárquica entre o coronel e as quatro sargentos, todas ingressadas recentemente na carreira militar.
Por determinação da Justiça Militar, o acusado deverá cumprir medidas cautelares, incluindo a suspensão do porte de arma de fogo, a proibição de contato com a vítima e as testemunhas, a proibição de acesso ao quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros e a vedação de manifestações públicas sobre as pessoas envolvidas no caso.
Fonte: cenariomt





