Economia

Copom mantém cautela diante de tensões globais e pressão na inflação: quais serão os próximos passos?

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2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central adotou uma postura cautelosa diante das incertezas globais e da persistência da inflação. Segundo ata divulgada nesta terça-feira (5), o cenário internacional, marcado por conflitos no Oriente Médio e dúvidas sobre a política econômica dos Estados Unidos, influenciou a decisão de reduzir a taxa Selic de forma moderada.

Na última reunião, o colegiado reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano. Apesar do corte, o Copom não indicou os próximos passos da política monetária, destacando que seguirá avaliando os desdobramentos externos antes de qualquer nova decisão.

De acordo com o Banco Central, o ambiente atual exige prudência, especialmente diante da possibilidade de impactos prolongados nas cadeias globais de produção e distribuição. A instabilidade envolvendo o fluxo de petróleo e fertilizantes, especialmente na região do Estreito de Ormuz, é vista como fator de risco para os preços.

A ata também destaca a elevação das expectativas inflacionárias. Antes da intensificação dos conflitos, o mercado projetava uma queda mais consistente da Selic ao longo do tempo. No entanto, o Copom agora alerta para uma possível desancoragem das expectativas, especialmente em horizontes mais longos, como 2028.

Segundo o último Boletim Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,89% em 2026, acima da meta central de 3%. Para 2027, a projeção é de 4%, enquanto para 2028 subiu para 3,64% nas últimas semanas.

O Banco Central enfatizou que o custo de controlar a inflação aumenta quando as expectativas estão desajustadas, justificando a manutenção de uma política monetária restritiva. O próprio modelo da instituição projeta inflação de 4,6% para 2026.

A taxa Selic é o principal instrumento de controle inflacionário no país e serve como referência para outras taxas da economia. A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional prevê inflação de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Apesar do cenário desafiador, o Copom avaliou que ainda há espaço para continuidade no ciclo de ajustes, desde que novas informações confirmem a trajetória de desaceleração da atividade econômica e contribuam para a convergência da inflação à meta.

Fonte: cenariomt

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