O encontro reúne mais de 2,2 mil participantes, incluindo representantes dos 26 estados, do Distrito Federal, de 280 municípios mineiros e dos 33 tribunais de contas do país. Com o tema “Inteligência Artificial no Controle e na Governança Pública: entre a Regulação, a Ética e a Inovação”, a programação prevê debates sobre o uso da tecnologia no setor público.
Em sua fala, Alencar afirmou que a adoção da IA deve ocorrer com responsabilidade, de forma a garantir uma transformação digital sem vieses e com foco em resultados concretos para a população. Segundo ele, o uso adequado dessas ferramentas pode ampliar a eficiência da gestão pública e fortalecer o controle social.
O conselheiro também ressaltou a importância de diretrizes claras para orientar investimentos em inovação, assegurando melhorias no acesso aos serviços públicos. Ele destacou ainda o papel dos tribunais de contas na condução desse processo, apontando as instituições como responsáveis por orientar a administração pública na adoção de tecnologias.
Alencar integrou a mesa de abertura ao lado de autoridades como a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dwek; o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz; e a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edilene Lobo, além de representantes de entidades nacionais do sistema de controle externo.
O ENIATC é considerado um dos principais fóruns nacionais sobre inovação no setor público e promove o intercâmbio de experiências entre conselheiros, auditores, especialistas e pesquisadores. No evento, Alencar também destacou o protagonismo dos tribunais de contas na modernização da gestão pública.
À frente da Comissão Permanente de Transformação Digital e Disrupção do TCE-MT e na coordenação-geral de Tecnologia e Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas do Brasil, vinculada à Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o conselheiro afirmou que há uma estratégia nacional em curso voltada à modernização do controle externo.
Ele também chamou atenção para os riscos associados à tecnologia. De acordo com Alencar, embora a IA possa ampliar o acesso da população aos serviços públicos e aumentar a eficiência administrativa, é necessário avaliar seus impactos. “É essencial que essas ferramentas sejam auditadas para garantir que não ampliem desigualdades ou reforcem discriminações”, afirmou.
A programação do encontro segue com discussões sobre metodologias, regulação e boas práticas no uso da Inteligência Artificial, com foco no fortalecimento da governança pública, da transparência e da prestação de serviços ao cidadão.
Fonte: Olhar Direto





