Não. Das principais variedades do milho (espécie Zea mays), apenas o milho-pipoca (Zea mays everta) vira snack de cinema. O milho doce ou verde é mais consumido in natura e em receitas); o mole é usado sobretudo para fazer farinha e o dentado, em rações, xaropes e álcool.
O milho-pipoca é uma subespécie menor e com uma casca mais dura que os outros. Isso transforma o seu grão, quando aquecido, em uma panela de pressão sem válvula de segurança. O calor vaporiza a água interna, que se expande – mas não tem para onde ir. O resultado é uma explosão.
Após o estouro, o amido gelatinoso, que estava quente no interior do grão, solidifica-se em contato com o ar e dá origem à espuma branca que comemos. Outros grãos também podem passar pelo mesmo processo, como o arroz, o sorgo e a quinoa. Mas, devido à pequena quantidade de amido, essas pipocas são menores.
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O milho branco (o da canjica), vale dizer, é usado para fazer aquelas pipocas doces, comumente vendidas em saquinhos rosa. Mas, como a sua casca não é tão dura, ele não vira snack sozinho. É preciso aquecê-lo em panelas de pressão que mais parecem canhões – ao abri-las, os grãos estouram. Assista ao processo aqui.
O milho foi domesticado há mais de 10 mil anos no México a partir de uma planta chamada teosinto. Os seus grãos eram duros para comer, mas podiam ser estourados. Há registros de consumo de pipoca de pelo menos 7 mil anos atrás.
A pipoca seguiu como um alimento de certas celebrações. No século 19, com a invenção de uma grelha no formato de cesta, o preparo ficou mais fácil e se espalhou. Por volta dos anos 1840, já era presença constante nos EUA. Você pode entender como ela virou a comida oficial do cinema neste outro Oráculo.
Fonte: abril






