Tecnologia

Como Comunidades Criadas por Organização Desafiam o Poder das Big Techs

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

A organização social Ctrl+Z desenvolve iniciativas para questionar a concentração de poder das grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs. A proposta inclui investigar abusos, buscar medidas judiciais e mobilizar usuários para discutir alternativas ao modelo predominante nas plataformas digitais.

Em entrevista ao programa Tarde Nacional SP, da Rádio Nacional, o jornalista Henrique Sampaio, coordenador de redes sociais da Ctrl+Z, afirmou que as empresas sediadas no Vale do Silício, na Califórnia, exercem influência que, segundo sua avaliação, pode dificultar a soberania digital de países como o Brasil.

De acordo com Sampaio, uma das estratégias da organização é estimular a criação de comunidades fora da lógica das grandes plataformas. A intenção é reunir pessoas com diferentes perfis por meio de plataformas de código aberto, que oferecem maior transparência sobre seu funcionamento.

Atuação da organização

A Ctrl+Z busca transformar o setor de tecnologia a partir de ações voltadas ao interesse coletivo. Entre as frentes adotadas estão a apuração e divulgação de possíveis abusos, o ajuizamento de ações e a mobilização da sociedade.

Recentemente, a organização realizou um levantamento que identificou dezenas de perfis que apresentavam falsos médicos produzidos por inteligência artificial no YouTube. O caso foi encaminhado para medidas relacionadas à plataforma.

A entidade é comandada pela executiva Daniela da Silva, ex-chefe da área de Políticas Públicas do WhatsApp, da Meta, no Brasil. Também integram a direção Tatiana Dias, diretora de Programas e jornalista investigativa que já atuou como editora executiva do Intercept Brasil, e Luã Cruz, diretor de Litigância especializado em direitos digitais e políticas públicas e ex-coordenador do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec).

Comunidades digitais

Segundo Henrique Sampaio, a Ctrl+Z pretende estimular relações sociais que não dependam exclusivamente das plataformas das grandes empresas de tecnologia. A organização considera que alternativas de código aberto podem ajudar a ampliar a liberdade dos usuários na internet.

O jornalista também afirmou que essas plataformas já existem há anos, mas enfrentam a forte influência comercial e cultural das big techs. Para ele, apresentar outras possibilidades pode fazer com que os usuários conheçam modelos diferentes de interação digital.

“Queremos levar as pessoas para fora das telas e criar uma comunidade que não seja mediada pelas empresas de tecnologia”, afirmou Henrique Sampaio.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte: cenariomt

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