A comunidade astronômica global está em polvorosa com a chegada de um novo visitante de fora do nosso Sistema Solar. O cometa interestelar 3I/ATLAS, detectado recentemente, tornou-se o centro de uma operação de vigilância internacional após a descoberta de emissões de rádio anômalas partindo de seu núcleo. O fenômeno, sem precedentes para um objeto desta categoria, levou o Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da NASA a elevar o nível de monitoramento, mobilizando uma rede global de tecnologia espacial.
Este é apenas o terceiro objeto interestelar confirmado a cruzar nossa vizinhança cósmica — seguindo os passos do ‘Oumuamua (2017) e do Borisov (2019). No entanto, o 3I/ATLAS apresenta características que o tornam único. Sua trajetória hiperbólica e velocidade superior a 100.000 km/h confirmam que ele é um “mensageiro” de uma estrela distante, não estando preso à gravidade do nosso Sol.
O Enigma do Sinal de 1.6 GHz
O que realmente colocou os cientistas em alerta foi a captação de um sinal potente e estruturado na frequência de 1.6 GHz, detectado pelo radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul. A regularidade da emissão não condiz com processos naturais conhecidos em cometas comuns, como a simples interação de gases com o vento solar.
- Intensidade Incomum: O sinal supera em várias ordens de magnitude as emissões naturais já registradas em cometas do nosso sistema;
- Hipóteses em Estudo: Cientistas avaliam desde interações magnéticas complexas até teorias mais especulativas sobre origem artificial;
- Composição Exótica: Análises sugerem uma mistura de gelos e compostos orgânicos que indicam que o cometa se formou em um ambiente químico muito diferente do nosso Sol.
Passagem segura pela Terra
Apesar da mobilização do setor de Defesa Planetária, a NASA garante que o 3I/ATLAS não representa risco de colisão. O cometa fará sua aproximação máxima da Terra no final de 2025, passando a cerca de 27 milhões de quilômetros — aproximadamente 70 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Essa “proximidade” astronômica é uma oportunidade de ouro para que telescópios como o Hubble e o James Webb capturem dados de alta resolução.
Importância Científica: Estudar o 3I/ATLAS é como analisar um “fóssil” de outro sistema solar, revelando os ingredientes usados na formação de planetas ao redor de outras estrelas na galáxia.
O protocolo de vigilância 24 horas continuará ativo enquanto o objeto contorna o Sol e inicia sua viagem de volta ao espaço profundo. Acompanhe no Dia de Ajudar as próximas atualizações sobre a origem deste misterioso visitante interestelar e o que os novos dados espectroscópicos revelam sobre seu núcleo.
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Fonte: cenariomt






