Convidado do Agora Pod desta semana, o comandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, Juliano Lemos, foi enfático ao afirmar que motoristas não podem se sentir “donos do mundo” ao volante. Em bate-papo sobre a atuação da corporação na prevenção de acidentes e no apoio às demais forças de segurança, ele relembrou o atropelamento que matou uma idosa de 71 anos na Avenida da FEB, em Várzea Grande, em janeiro. Diante da imprudência que culminou na tragédia, Lemos cobrou por mais humanidade e responsabilidade no trânsito.
Durante a entrevista, o comandante relembrou a atuação da Guarda Municipal no atendimento à ocorrência, destacando o impacto da cena encontrada pelas equipes. Com a violência do atropelamento provocado por uma Fiat Toro, a idosa acabou sendo atingida novamente em outra pista, e partes do corpo ficaram espalhadas pela via.
“Muitas vezes se jogam a responsabilidade para o município, para o estado, mas a responsabilidade maior é de quem está atrás do veículo. Você tem que respeitar os limites de velocidade, as legislações, andar com cinto, não dirigir embriagado, mas acima de tudo termos mais humanidade no trânsito. Quando se assume um veículo não é ‘eu sou o dono do mundo”, declarou.
O atropelamento ocorreu na Avenida da FEB e teve tamanha violência que partes do corpo da vítima ficaram espalhadas pela pista. A idosa foi atingida por dois veículos e morreu ainda no local. Posteriormente, laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que o motorista responsável dirigia a 102 km/h — bem acima do limite permitido — e não tentou frear antes do impacto.
“A partir do momento que chegamos no local, fomos fazer a preservação do local do crime. Houve um crime, um crime de trânsito ali e foi uma cena que impactou muito. A gente precisa envolver também nessa cena as questões de educação no trânsito”, declarou.
Para o comandante, além da atuação do poder público, é fundamental reforçar que a principal responsabilidade está nas mãos de quem dirige. Lemos também recorreu a uma referência popular para ilustrar o comportamento agressivo que muitos motoristas adotam ao volante, reforçando a necessidade de uma mudança cultural no trânsito.
“Lembra aquele desenho do pateta quando assumia o veículo e ele se transformava? O ser humano geralmente é desse jeito. Quando ele está atrás do volante, ele se transforma. E nós temos que trabalhar esse lado mais humano nosso e assumirmos as nossas responsabilidades como motoristas”, acrescentou.
O comandante também defendeu medidas estruturais e de fiscalização como forma de reduzir acidentes graves, especialmente em vias de grande fluxo como a FEB.
“Não [aumento] de faixa de pedestres, mas também como redutores de velocidade. Até mesmo fiscalização eletrônica é necessário realmente, porque muitas vezes a pessoa não respeita pela consciência, o que nós dizemos, pelo amor. Muitas vezes é pela dor, pelo que sente no bolso, né?”, indagou.
Além dessas declarações, o comandante também falou sobre a atuação da Guarda Municipal, os desafios para este ano e as metas estabelecidas para a corporação.
Veja a entrevista completa:
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Fonte: leiagora






