O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária nesta quinta-feira (13/11), uma resolução que aperfeiçoa as linhas emergenciais de financiamento destinadas às empresas brasileiras atingidas pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos às exportações nacionais. O objetivo central da medida é garantir liquidez, preservar empregos e sustentar a produção nos setores mais vulneráveis ao impacto externo.
As linhas de crédito, que somam R$ 30 bilhões, foram criadas em agosto de 2025 pela Resolução CMN nº 5.242, com base na Medida Provisória nº 1.309. O programa utiliza o superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) apurado em 2024 para oferecer suporte financeiro às empresas exportadoras que sofreram aumento de custos e perda de competitividade após a elevação tarifária norte-americana.
A nova resolução — Resolução CMN nÂş 5.262, publicada nesta quinta-feira — amplia o alcance do programa e ajusta encargos financeiros e critĂ©rios de elegibilidade, reforçando a efetividade e a clareza regulatĂłria da polĂtica pĂşblica. Um dos pontos mais relevantes Ă© a inclusĂŁo dos fornecedores de exportadores entre os beneficiários das linhas especiais. A medida busca evitar o estrangulamento das cadeias produtivas e garantir que os efeitos do crĂ©dito emergencial se espalhem por toda a rede de produção.
Para acessar os financiamentos, esses fornecedores deverão comprovar que pelo menos 1% do faturamento, entre julho de 2024 e junho de 2025, veio de fornecimento para empresas exportadoras que tiveram 5% ou mais de suas receitas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos. A mudança reconhece que os impactos do choque tarifário não se limitam aos exportadores diretos, mas alcançam todo o ecossistema industrial.
O CMN tambĂ©m flexibilizou as regras para as prĂłprias empresas exportadoras. O percentual mĂnimo de faturamento vinculado Ă s exportações atingidas passou de 5% para 1%, o que facilita o acesso ao crĂ©dito para companhias inseridas em grupos econĂ´micos complexos, com mĂşltiplas atividades e estruturas societárias que dificultavam o cumprimento da exigĂŞncia anterior.
Outra alteração importante Ă© a definição da tabela de produtos elegĂveis, que agora será feita por ato conjunto dos ministros da Fazenda e do Desenvolvimento, IndĂşstria, ComĂ©rcio e Serviços. A mudança busca garantir maior alinhamento com a polĂtica industrial, comercial e com o planejamento estratĂ©gico do governo para o setor externo.
As taxas de remuneração ao FGE tambĂ©m foram ajustadas e agora variam de 1% a 6% ao ano, conforme o porte da empresa e o tipo de financiamento solicitado. Segundo o CMN, os ajustes preservam o mĂ©rito da polĂtica pĂşblica, ao mesmo tempo em que ampliam o nĂşmero de empresas que poderĂŁo ser atendidas, reduzindo os efeitos adversos das tarifas e mantendo atividades econĂ´micas e postos de trabalho.
A resolução entra em vigor imediatamente, e a operacionalização das linhas de crédito ficará a cargo do BNDES e das demais instituições financeiras habilitadas.
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Fonte: cenariomt





