Devido à epidemia de chikungunya em Dourados, a Força Nacional do SUS está na cidade para avaliar a situação. O maior número de casos está localizado nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, onde será o foco de trabalho do grupo.
Uma coletiva de imprensa foi realizada nesta quarta-feira (18) no Hospital Universitário de Dourados, onde o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Guerino Stabeli, apresentou um panorama da situação e detalhou como será a atuação de maneira prática nas aldeias.
A partir desta quinta-feira (19), a equipe irá atuar diretamente nas aldeias, para a conscientização do combate aos focos nas casas, diretamente com os moradores. Segundo o diretor, a assistência de saúde será reforçada com profissionais e equipamentos.
Em relação à classificação de epidemia, Rodrigo Stabeli informou que ainda não é possível avaliar se a situação está neste nível.
“Estamos trabalhando em um momento súbito de casos, estamos juntando esses dados, para poder falar se estamos passando por uma epidemia ou não. Estamos trabalhando com emergência em saúde pública, então até o momento estamos falando de momento súbito de casos”.
Já na sexta-feira (20), equipes que atuam nas aldeias vão passar por um treinamento. Também foi realizada uma reunião no Núcleo Regional de Saúde, da Força Nacional com equipes de outros órgãos ligados à área ao enfrentamento da epidemia: o departamento e a Secretaria de Saúde Indígena, Vigilância Epidemiológica do estado e Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados.
Durante o primeiro dia com a equipe na aldeia, o hospital universitário da UFGD atendeu cerca de 70 pacientes com suspeita de Chikungunya.
Paralisação escolar
Na escola municipal Tengatui Marangatu a quarta-feira (18) foi com corredores vazios e portas fechadas, sendo a única movimentação na quadra, onde foi improvisada uma estrutura para atender os moradores da reserva com sintomas de Chikungunya. Em meio aos pacientes, a professora Noemi, que está de licença médica há uma semana, voltou à escola onde trabalha para buscar ajuda médica.
“Desde quarta-feira passada eu senti os sintomas na escola. Aí, logo após procurei médico na cidade de Itaporã. Aí depois me medicaram, eu peguei atestado, aí tô aqui novamente por causa as sequelas que continuam, né? Dor de cabeça, volta a febre e dor no corpo”.
Noemi Francisco, professora de língua Terena
E junto à professora Noemi, metade da turma dela tá afastada devido à doença. A decisão de suspender as aulas em três escola da Jaguapiru partiu das lideranças da aldeia. Em nota, a Secretaria Estadual de educação confirmou a paralisação apenas da única escola estadual da região.
Já a prefeitura, responsável pelas outras duas, não reconhece a medida e diz que a procuradoria geral do município vai avaliar quais providências serão tomadas em caso de fechamento das unidades. O cacique
“A gente teve uma reunião com os diretores para saber a situação da escola, em si. A escola estadual Guateca, ela tá com 20 funcionários já parados e uma porcentagem boa dos alunos, né? A escola municipal Tengatui também, acho nove professores e 30% dos alunos e assim, então, todas as escolas da aldeia”.
Vilmar Machado, cacique da Aldeia Jaguapiru
Fonte: primeirapagina





