A reserva indígena de Dourados tem registrado uma explosão de casos de Chikungunya, que já deixou, até o momento, quatro mortos. A vítima mais recente é uma idosa de 60 anos, que morreu no dia 12 de março.
De acordo com a prefeitura de Dourados, a situação nas aldeias é tratada como epidemia, diante do avanço acelerado de casos positivos nas últimas semanas.
Até o momento, 407 casos foram notificados na reserva indígena, sendo 202 confirmados, 181 em investigação e 24 descartados. As vítimas fatais possuíam idade que variam de três meses de vida a 73 anos.
A situação também é crítica na área urbana, onde há 912 notificações, sendo 379 confirmadas nos primeiros meses de 2026. Os números atuais já superam o de todo o ano de 2025, quando foram registrados 184 casos confirmados e uma morte em toda região.
Para tentar frear os casos, equipes da secretaria municipal estão realizando mutirões em todas as casas. Até o momento, mais de 4,3 mil imóveis já foram vistoriados, onde foram identificados pouco mais de mil focos do mosquito, principalmente em caixas d’água, lixo e pneus.
A chikungunya é transmitida através da picada do mosquito Aedes Aegypt, provocando sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga. Nos casos mais graves pode evoluir para complicações neurológicas, como meningite e até paralisias.
Diferente da dengue, a recuperação é mais lenta, afetando a qualidade de vida do paciente.
Fonte: primeirapagina






