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CEO da Rumble desafia Moraes: ‘Suas ordens são contestadas’

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O diretor-presidente da Rumble, Chris Pavlovski, mandou um recado diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para comentar uma decisão judicial favorável à plataforma de vídeos.

Na terça-feira, 25, a juíza distrital de Tampa, na Flórida, Mary Scriven, . Com esse entendimento, ela negou liminar à Rumble e à empresa de mídia de Donald Trump, a TMTG. 

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que bloqueou a Rumble no Brasil, enquanto o caso é analisado pela Justiça norte-americana. Mas, Mary Scriven disse que a liminar é desnecessária, porque as ordens de Moraes são inválidas em território norte-americano, já que não cumprem o rito Direito Internacional.

Pavlovski escreveu, em português e em inglês: Olá, @Alexandre. Outro dia você disse que eu sou um criminoso, porque expressei a opinião de que suas ordens secretas eram ilegais. Hoje, um tribunal federal dos EUA determinou que suas ordens são inválidas. Mais uma vez, nos veremos no tribunal… se você decidir comparecer.”

O CEO da Rumble também marcou Moraes — que recentemente excluiu sua conta do Twitter/X — ao compartilhar a notícia da Reuters, sobre a decisão da juíza. “Alexandre de Moraes, gostaria de comentar?”, escreveu Pavlovski.

Em outra postagem, Pavlovski reafirmou que a plataforma vai lutar por liberdade de expressão. “Não há empresa que lute pela liberdade de expressão como a Rumble.”

O primeiro processo da Rumble contra Moraes

Além do processo cuja decisão é favorável à Rumble e à Trump Media, embora a liminar tenha sido negada, a Rumble ajuizou um primeiro processo contra Moraes, em 19 de fevereiro. Na sequência, um dia depois, , alegando que a companhia não tem representante legal no Brasil e descumpre ordens judiciais.

Nessa primeira ação, ainda não julgada, a Rumble e a empresa responsável pela acusam Moraes de violar a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão.

O ministro, na caça a discursos políticos de direita, que considera criminosos, mandou a Rumble retirar do ar perfis inteiros, o que se configura como censura prévia, e é proibido inclusive no Brasil.

Para a Rumble e a TMTG, as decisões de Moraes não podem impactar uma companhia nos EUA, cujo respeito à liberdade de expressão é abrangente. Os EUA não criminalizam, de forma alguma, discursos políticos e críticas a autoridades e instituições.

No Brasil, ao contrário, tem prevalecido a máxima de Alexandre de Moraes, de que “liberdade de expressão não é liberdade de agressão”, como justificativa para banir das redes sociais os discursos indigestos.

Fundada em 2013 por Chris Pavlovski, a Rumble é uma plataforma de vídeos independente voltada a vlogueiros e criadores de conteúdo. Ganhou destaque durante a pandemia de covid-19, já que passou a ser uma alternativa à censura imposta no YouTube, por exemplo.

A plataforma da Google censurou sistematicamente no mundo inteiro discursos que alertaram para possíveis riscos das vacinas emergenciais contra a covid e explicaram que a imunidade adquirida com a doença é mais eficaz e duradoura que a da vacina emergencial.

Influenciadores de direita também relataram desmonetização ou suspensão de seus canais em virtude do conteúdo de seus vídeos. Em 2021, antes de ser eleito vice-presidente dos EUA, J.D. Vance tornou-se investidor da Rumble, aumentando sua visibilidade.

No Brasil, a Rumble hospedou influenciadores, como Allan dos Santos, cujas contas foram bloqueadas por decisões de Moraes. Em dezembro de 2023, a Rumble anunciou sua saída do Brasil, em razão da censura de Moraes. No início de fevereiro, . Porém, a disponibilidade do serviço durou pouco.

Fonte: revistaoeste

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