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Casinha de 1703 ao lado da Tate Modern: a incrível resistência ao tempo

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Espremida entre edifícios comerciais de Londres, ouvindo o ruído do trem suspenso que passa pertinho dali, e a apenas um minuto de caminhada da famosa Tate Modern, o grande museu de arte moderna britânico, uma casinha resiste à passagem do tempo. Há séculos.

Hoje um patrimônio tombado, a residência de tijolos no número 67 da Hopton Street foi erguida há mais de 300 anos, e de alguma forma sobreviveu ao destino de construções idênticas que existiam na vizinhança e, com o tempo, deram lugar a novos imóveis.

Não é a única casa histórica que alguém pode encontrar em uma visita a Londres, mas o contraste entre a arquitetura do século 18 e prédios bem mais novos acabou tornando essa estrutura uma atração à parte nessa área da cidade. Rendendo fotos e vídeos peculiares sobre a permanência diante da mudança, ela passou a entrar no roteiro de viajantes para uma esticada a pé antes ou após passar pela Tate.

Resistindo à mudança do tempo

De acordo com os registros públicos, a casa é uma de cinco que foram construídas originalmente por James Price e John Morgan, dois desenvolvedores dos anos 1700 que ergueram uma série de residências ao longo da estrada (então bastante rural) que existia por ali. Ao que consta, a casinha que permanece até hoje teria sido concluída em algum momento de 1703.

Ao longo de mais de 320 anos, não foram só as cercanias que mudaram, mas o próprio endereço: mesmo sem sair do lugar, a casa já foi o número 9 da rua Green Walk e o número 61 da Hopton Street. Hoje, após novas mudanças, a rua ainda se chama Hopton, mas a casa ostenta o número 67.

Várias outras casas foram sendo construídas na rua nos séculos seguintes, e essa parte de Londres se tornou uma área altamente industrializada, poluída e pouco atraente. De fato, a sobrevivência da casa parece ter sido mais por acidente e sorte do que por um esforço ativo de preservá-la, algo que também se viu na Segunda Guerra Mundial: boa parte dos imóveis ao redor acabou no chão após bombardeios nazistas sofridos em abril e maio de 1941, mas o 67 da Hopton Street de alguma forma sobreviveu à destruição.

Casa hoje é tombada

Restaurada em 1947, a casinha que insistiu em ficar em pé foi tombada três anos mais tarde. Hoje, a residência e o muro baixo que protege sua fachada fazem parte do chamado “Grade II” do patrimônio, que compreende construções “comuns”, mas de interesse histórico e arquitetônico especial – uma categoria que ganhou muitas inclusões após a Segunda Guerra Mundial, em um esforço para manter aquilo que não havia sido arruinado pelo fogo inimigo.

Na prática, esse cuidado garante que as características gerais do imóvel devem permanecer relativamente intactas. É possível viver e até modernizar estruturas com essa classificação, mas mudanças devem contar com autorização especial e seguir normas que preservem o espírito original da casa, o que com frequência inclui o uso de materiais com as mesmas características da época da construção.

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Fonte: viagemeturismo

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