Via @ndmais | O casal que fez selfie nos ataques de 8 de janeiro foi condenado, com início de pena em regime fechado, por participação nos atos de 2023, em Brasília. A decisão, publicada nesta quarta-feira (26), é da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), em sessão virtual.
O ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação de Cláudio José Jacomeli e Clarice Custódio Jacomeli, e foi acompanhado pelo ministro Cristiano Zanin.
O casal, que vive em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, recebeu pena total de 14 anos — sendo 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção.
Eles também deverão dividir o pagamento de uma multa mínima de R$ 30 milhões, de forma solidária e compartilhada com os demais condenados, como indenização por danos morais coletivos. O valor será destinado ao fundo previsto no artigo 13 da Lei 7.347/1985. Além disso, o STF fixou 100 dias-multa, cada um equivalente a um terço do salário mínimo.
Ataques de 8 de janeiro
Cláudio e Clarice foram identificados em janeiro de 2023, após aparecerem em uma página criada para reconhecer envolvidos na depredação do STF, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. Ele é ex-analista do TJMS, e ela atuava como professora na rede municipal de Naviraí, segundo o Campo Grande News.
De acordo com o STF, até 12 de agosto de 2025, 1.190 pessoas já foram responsabilizadas pelos atos antidemocráticos. Desse total, 638 foram julgadas e condenadas, enquanto 552 admitiram crimes menores e firmaram acordo com o Ministério Público Federal.
Entre as 638 condenações, 279 foram por crimes graves — como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração do patrimônio público. Outras 359 foram por crimes menos graves, como incitação e associação criminosa.
Foram abertas 1.628 ações penais, sendo 518 por crimes graves e 1.110 por crimes menos graves. Dessas, 112 estão prontas para julgamento nos próximos meses; as demais seguem em fase de instrução. Até agora, 131 ações foram extintas por cumprimento de pena.
Atualmente, 29 pessoas seguem em prisão preventiva, 112 cumprem pena definitiva e 44 estão em prisão domiciliar — com ou sem tornozeleira eletrônica. O Supremo Tribunal Federal também absolveu 10 pessoas. Os dados são de agosto deste ano, conforme informações do órgão.
Yasmin Mior
Fonte: @ndmais







