Os turistas mato-grossenses Regina Botelho e João Matos de Várzea Grande, que estão em Ipojuca (PE), relataram que Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, que foram agredidos por comerciantes no sábado (27), corriam risco de linchamento e até de morte caso os guarda-vidas não tivessem chegado a tempo para socorrê-los.
Segundo os turistas, Johnny e Cleiton foram atacados por vários vendedores após se recusarem a pagar um valor que não teria sido informado previamente pelo uso de cadeiras de praia, em Porto de Galinhas.
Ao Primeira Página, João Matos contou que estava no mar com a esposa quando começaram a ouvir gritos de socorro. Segundo ele, Johnny começou a ser agredido dentro da barraca da vendedora que faziam uso. Cleiton ouviu os gritos do esposo e foi até o interior da barraca e passou a ser agredido também.
“O casal passou na nossa frente, sendo que Cleiton já estava com rosto repleto de sangue. Do nada apareceram mais de 30 pessoas que começaram a sessão de espancamentos. Os barraqueiros foram atrás deles a base de socos, pontapés que intensificou em frente ao veículo do salva-vidas”, contou Regina Botelho.
Johnny e Cleiton procuraram apoio dos guarda-vidas que intermediaram a situação. Segundo Regina, a situação só foi contornada com os guarda-vidas, caso contrário “eles seriam linchados e mortos”.
Vídeo gravado por outros turistas mostram o momento em que Johnny e Cleiton são agredidos. Veja abaixo:
Sobre o ocorrido, João Matos apontou falta de comunicação. Segundo ele, quem oferece as cadeiras e barracas aos turistas é um trabalhador, mas quem efetua a cobrança é outro vendedor, situação que pode haver desentendimentos entre os barraqueiros e os turistas.
Medidas
O governo de Pernambuco (PE) informou nesta segunda-feira (29) que já identificou 14 barraqueiros envolvidos na confusão. Segundo o Estado, os suspeitos serão indiciados e destacou que o ordenamento e a fiscalização do comércio são atribuições do município, mas acompanha de perto a situação. Johnny e Cleiton voltaram de viagem nesta segunda-feira.
“Pernambuco abraça o turista e não admitirá qualquer forma de violência”, diz trecho da nota.
Versão das vítimas
Segundo os empresários, eles chegaram à praia pela manhã e foram abordados por um barraqueiro que ofereceu o uso de cadeiras mediante pagamento de R$ 50, valor que seria isento caso houvesse consumo de petiscos. Durante a permanência no local, os turistas afirmaram ter consumido bebidas, mas, ao pedir a conta no fim da tarde, foram surpreendidos com a cobrança de R$ 80 pelas cadeiras, sem aviso.
Ao questionar a mudança no valor e se recusar a pagar o preço maior, um dos turistas relata ter sido atacado com uma cadeira, atingido no rosto e derrubado na areia. Em seguida, outros comerciantes teriam se juntado às agressões. O companheiro conseguiu se afastar para pedir ajuda, enquanto o outro continuou sendo agredido, inclusive com chutes, segundo o relato.
Fonte: primeirapagina






