Várzea Grande

Câmara adia depoimento de Flávia Moretti em investigação que pode resultar na cassação do mandato

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A audiência de instrução da Comissão Processante da Câmara Municipal de Várzea Grande, que investiga suposto uso de propaganda institucional em uniforme escolar pela prefeita Flávia Moretti (PL), foi remarcada para 19 de fevereiro, segundo informou a assessoria da Câmara Municipal. 

Inicialmente marcada para 21 de janeiro de 2026, a audiência foi adiada a pedido da própria prefeitura, que alegou um compromisso de viagem institucional previamente agendado para a mesma data.
Segundo informou o secretário da Comissão, Charles Caetano, o pedido de adiamento foi deferido. A oitiva ficou remarcada para o dia 19 de fevereiro de 2026, às 8h, e será realizada nas dependências da Câmara Municipal de Várzea Grande.

Em dezembro último, a prefeita classificou a investigação como uma “tempestade em copo d’água”. Segundo ela, a comissão foi criada por uma por uma manobra política do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), que, em suas palavras, “não aceita” o fato de ela ter sido eleita prefeita.
A prefeita negou qualquer participação pessoal na ação, afirmando que a decisão foi exclusivamente da Secretaria de Educação.
“É uma tempestade no copo d’água. Primeiramente, vou deixar bem claro que todo o processo dos uniformes não passou por mim, não passou pela Flávia. Foi único e exclusivamente pelo secretário”.
Ela reforçou que o ataque é pessoal do presidente, e não de todos os vereadores da Casa. “Não é a câmara, é o presidente da Casa. É o presidente. O presidente da casa não aceita o fato de eu ter sido eleita a prefeita. Ele não aceita”. Na última semana, a prefeita já havia acusado o presidente de querer levar a prefeitura “no tapetão”.

A Câmara de Várzea Grande, com 17 votos favoráveis, aprovou em novembro do ano passado a abertura de uma Comissão Processante. A denúncia, apresentada pelo advogado e morador P.A.R.C., argumenta que o uso do slogan “Transparência, Trabalho e Progresso” nos uniformes distribuídos aos estudantes da rede municipal configura promoção pessoal e uma possível violação dos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa.
O material anexado inclui fotos e publicações que, segundo o denunciante, comprovariam a vinculação dos uniformes à identidade visual da atual gestão, semelhante à utilizada na campanha eleitoral da prefeita.
A comissão é presidida pelo vereador Sardinha (MDB), e tem Carlinhos Figueiredo (Republicanos) na relatoria e vereador Enfermeiro Emerson (PP) como membro. 
A denúncia também menciona que a prefeita teria enviado posteriormente à Câmara um projeto de lei com efeito retroativo para tentar regularizar o uso do slogan – medida apontada pelo autor como indício de irregularidade.

 

Fonte: Olhar Direto

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