Inicialmente marcada para 21 de janeiro de 2026, a audiência foi adiada a pedido da própria prefeitura, que alegou um compromisso de viagem institucional previamente agendado para a mesma data.
Segundo informou o secretário da Comissão, Charles Caetano, o pedido de adiamento foi deferido. A oitiva ficou remarcada para o dia 19 de fevereiro de 2026, às 8h, e será realizada nas dependências da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Em dezembro último, a prefeita classificou a investigação como uma “tempestade em copo d’água”. Segundo ela, a comissão foi criada por uma por uma manobra política do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), que, em suas palavras, “não aceita” o fato de ela ter sido eleita prefeita.
A prefeita negou qualquer participação pessoal na ação, afirmando que a decisão foi exclusivamente da Secretaria de Educação.
“É uma tempestade no copo d’água. Primeiramente, vou deixar bem claro que todo o processo dos uniformes não passou por mim, não passou pela Flávia. Foi único e exclusivamente pelo secretário”.
Ela reforçou que o ataque é pessoal do presidente, e não de todos os vereadores da Casa. “Não é a câmara, é o presidente da Casa. É o presidente. O presidente da casa não aceita o fato de eu ter sido eleita a prefeita. Ele não aceita”. Na última semana, a prefeita já havia acusado o presidente de querer levar a prefeitura “no tapetão”.
A Câmara de Várzea Grande, com 17 votos favoráveis, aprovou em novembro do ano passado a abertura de uma Comissão Processante. A denúncia, apresentada pelo advogado e morador P.A.R.C., argumenta que o uso do slogan “Transparência, Trabalho e Progresso” nos uniformes distribuídos aos estudantes da rede municipal configura promoção pessoal e uma possível violação dos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa.
O material anexado inclui fotos e publicações que, segundo o denunciante, comprovariam a vinculação dos uniformes à identidade visual da atual gestão, semelhante à utilizada na campanha eleitoral da prefeita.
A comissão é presidida pelo vereador Sardinha (MDB), e tem Carlinhos Figueiredo (Republicanos) na relatoria e vereador Enfermeiro Emerson (PP) como membro.
A denúncia também menciona que a prefeita teria enviado posteriormente à Câmara um projeto de lei com efeito retroativo para tentar regularizar o uso do slogan – medida apontada pelo autor como indício de irregularidade.
Fonte: Olhar Direto






