BYD lança ‘o Rei da Rua’, mas híbrido passa vergonha no Brasil
King foi apresentado como ‘Rei da Rua’, mas carro chinês está muito longe disso
Quando o sedã foi apresentado, a promessa era alta.
O modelo chegou ao Brasil com o título de “Rei da Rua” e uma campanha de peso, trazendo até “Pelé de volta às telas.”
A proposta era clara: posicionar o modelo como referência no segmento, com forte apelo emocional e tecnologia híbrida para conquistar o público brasileiro.
No papel, fazia sentido. Marca forte, campanha impactante e um nome que já carregava expectativa.
Mas os números de mercado contam uma história bem diferente.
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Qual foi o desempenho do BYD King
Em fevereiro, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o BYD King ficou apenas na 7ª posição entre os híbridos mais vendidos, com 907 unidades.
Veja como ficou o ranking:
- 1º GWM Haval H6 — 3.025 vendas
- 2º Toyota Corolla Cross Hybrid — 2.287
- 3º BYD Song Pro — 1.979
- 4º BYD Song Plus — 1.723
- 5º Toyota Corolla Hybrid — 1.345
- 6º Omoda 5 HEV — 1.179
- 7º BYD King — 907
Ou seja, longe de liderar, o sedã ficou atrás de modelos já consolidados e até de concorrentes diretos da própria marca.
Março confirma cenário e expõe a realidade do King
Em março, o cenário não mudou de forma significativa.
Segundo relatório da K.Lume Consultoria, o mercado brasileiro registrou 257.801 veículos vendidos, sendo 206.432 carros de passeio e 51.369 comerciais leves.
Dentro desse volume total, o BYD King aparece apenas na 48ª posição no ranking geral, com 1.274 unidades vendidas.
Veja o recorte da tabela:
- 44º Chevrolet Montana — 1.576
- 45º Renault Kardian — 1.389
- 46º Jeep Commander — 1.355
- 47º Citroën C3 — 1.334
- 48º BYD King — 1.274
Aqui o ponto fica claro: não é só entre híbridos que o modelo decepciona. No ranking geral, ele também fica distante dos líderes.
Cresceu, mas muito abaixo do esperado
É verdade que o BYD King teve aumento nas vendas de fevereiro para março.
No entanto, o crescimento ainda é pequeno diante da expectativa criada no lançamento.
Um carro que chegou com status de “Rei da Rua” deveria disputar topo de ranking, não posições intermediárias, concorda?
Na prática, o desempenho mostra que o modelo ainda não conseguiu conquistar o mercado brasileiro como prometido.
O BYD King chegou com campanha forte, nome impactante e até apelo emocional envolvendo Pelé.
Mas, quando os números entram em cena, a realidade é outra.
O modelo cresce, mas em ritmo tímido, longe da liderança e distante do protagonismo esperado.
Agora, fica a pergunta: dá pra ser “Rei da Rua” ficando no meio da tabela? Comente!
Escrito por
Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]
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Fonte: garagem360







