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Bolsas para imersão na Amazônia impulsionam a Bioeconomia

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2026

O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) lançou um programa voltado à transformação do conhecimento científico sobre a biodiversidade em produtos e negócios de impacto global, com foco na geração de oportunidades para comunidades tradicionais.

A iniciativa, chamada Desafio Bioinovação Amazônia, busca profissionais capazes de propor soluções em áreas como alimentação, cosméticos e novos materiais sustentáveis. Os projetos deverão utilizar matérias-primas típicas da região, como castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa.

Ao todo, dez participantes serão selecionados para uma imersão de 15 dias na Amazônia, incluindo atividades em Manaus e em comunidades rurais, conforme o desafio escolhido. Todos os custos da experiência serão cobertos pelo programa.

O edital prevê dois perfis de candidatos: profissionais com experiência na biodiversidade amazônica e interesse em empreendedorismo ou licenciamento tecnológico, chamados de “inovadores”; e especialistas em pesquisa e desenvolvimento, com atuação internacional nos setores envolvidos, que atuarão como mentores.

O programa será dividido em quatro etapas: seleção online, formação de equipes e desenvolvimento das propostas, imersão com validação das soluções e, por fim, uma cerimônia presencial de premiação.

Os participantes selecionados receberão bolsas mensais que variam entre R$ 3,5 mil e R$ 7,5 mil para inovadores, e entre US$ 650 e US$ 1,3 mil para especialistas, durante seis meses. Também será disponibilizado um fundo de até R$ 100 mil por equipe para testes, insumos e validações técnicas.

Além do suporte financeiro, o programa inclui apoio laboratorial, mentoria especializada, passagens e hospedagem. Os três melhores projetos serão premiados com valores de até R$ 200 mil, além de acesso a suporte jurídico, redes de mercado e acompanhamento estratégico para desenvolvimento dos negócios.

A iniciativa conta com financiamento internacional e parcerias com instituições acadêmicas e organizações ligadas ao extrativismo sustentável na Amazônia.

Fonte: cenariomt

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