O Brasil possui a maior rede de bancos de leite humano do mundo. Atualmente, são 239 Bancos de Leite Humano e 261 Postos de Coleta distribuídos por todos os estados.
O modelo brasileiro é reconhecido internacionalmente por unir tecnologia, baixo custo e atendimento humanizado. A experiência do país também serve de referência para nações da América Latina, África e Europa.
Nos últimos cinco anos, a rede de bancos de leite do Sistema Único de Saúde (SUS) beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos. O leite doado ajuda a fortalecer a imunidade, contribui para a recuperação clínica e favorece o desenvolvimento dos bebês que mais precisam desse cuidado.
Em 2024, o Ministério da Saúde criou a Rede Alyne, iniciativa voltada à redução da mortalidade materna e infantil e ao fortalecimento do cuidado neonatal. Dentro da estratégia, foi instituído um incentivo financeiro para qualificar os serviços dos bancos de leite e ampliar a capacidade de atendimento.
Desde então, R$ 93 milhões já foram repassados aos serviços em todo o país.
Entre 2020 e 2025, 3,6 milhões de mães doadoras participaram da rede. No período, foram coletados mais de 4,2 milhões de litros de leite humano em todo o país. Além dos bebês atendidos, a rede também prestou assistência a 46,8 milhões de mulheres.
Solidariedade que nutre
A campanha deste ano tem como tema “Doação de Leite Humano: Solidariedade que nutre, vida que cresce”. A frase foi escolhida em votação internacional, com participação de 37 países e quase 10 mil votos registrados pela Rede Global de Bancos de Leite Humano.
A mobilização busca incentivar novas doadoras e combater a ideia de que é preciso produzir grande quantidade de leite para ajudar. Em alguns casos, dependendo do peso e da condição clínica do bebê, 1 ml de leite humano pode ser suficiente para uma refeição.
Segundo dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, a cada 12 mulheres acompanhadas pelos bancos de leite, uma se torna doadora.
Como doar
Mulheres que amamentam e têm produção excedente podem procurar o Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta mais próximo para receber orientações. Em algumas cidades, a coleta é feita na casa da doadora, em parceria com corpos de bombeiros ou outros serviços locais.
Antes de ser oferecido aos bebês internados em unidades neonatais, o leite passa por controle rigoroso. O processo inclui cadastro da doadora, armazenamento, seleção, classificação, pasteurização, análise de qualidade e distribuição conforme indicação médica ou nutricional.
O incentivo à amamentação e à doação de leite humano também faz parte das ações do SUS voltadas ao cuidado materno-infantil.
Em 19 de maior foi celebrado o Dia Mundial da Doação de Leite Humano, e o Ministério da Saúde aproveitou para reforçar a importância da doação para recém-nascidos prematuros e bebês de baixo peso internados na rede pública de saúde.
Fonte: primeirapagina




