Ela afirmou ter se sentido exposta durante uma reunião e criticou a forma como o assunto foi conduzido por colegas. Segundo Baixinha, a situação veio à tona em um encontro com cerca de 19 parlamentares, quando surgiram suspeitas de que o vazamento teria ocorrido a partir de seu telefone celular.
“Eu fui exposta numa reunião com quase vinte vereadores e acusaram que o meu celular estava clonado. Todos falaram que acreditavam em mim, todos”, relatou.
A vereadora afirmou que o episódio gerou desconforto e deixou marcas pessoais, mesmo com manifestações de apoio dos colegas.
“Vocês não sabem, vereadores, por mais que vocês acreditassem em mim, o que eu senti. Sempre ia ter uma desconfiança”, disse.
Durante o pronunciamento, Baixinha direcionou críticas ao vereador Demilson Nogueira (PP), que teria levado a acusação à reunião após receber informações de um jornalista. Para a vereadora, o colega deveria ter procurado conversar diretamente com ela antes de expor o assunto diante de todos os parlamentares.
“Demilson, com mais respeito que eu tenho, com mais admiração que eu te considero, você poderia ter chegado para mim primeiro. Não me exposto na frente de todos os vereadores, eu me senti numa armação”, afirmou.
Ela também questionou a origem das informações que levaram à acusação contra a jornalista e disse acreditar que o colega tenha sido induzido ao erro.
“Eu fico sentida que o meu amigo Demilson caiu no conto do vigário. Eu queria que esse jornalista que falou para ele fosse homem e mostrasse a prova”, declarou.
Baixinha ressaltou que não teve acesso a qualquer evidência que comprovasse a acusação e criticou o fato de a situação ter sido levantada sem apresentação de provas.
“Acusar sem prova é difícil. Ninguém pensou numa profissional, ou em mim, na minha pessoa também, que sempre trabalhou a vida inteira”, disse.
Ela também mencionou que Larissa chegou a pedir uma reunião com os vereadores para esclarecer o caso, mas que o encontro não foi realizado.
Apesar do desgaste, a vereadora afirmou que preferiu inicialmente manter silêncio sobre o assunto, embora não descartasse procurar a ex-assessora para esclarecer a situação.
“Vocês acham que eu não ia atrás, não ia falar para ela? Perguntar o que ela foi acusada? Jamais eu ia ficar quieta. Quem me conhece sabe que eu vou na pessoa e falo”, pontuou.
Em tom emocionado, Baixinha afirmou ter se sentido injustiçada com a condução do episódio e disse que a situação afetou não apenas sua imagem, mas também sua vida pessoal.
“Eu fiquei magoada, sim. Toda vida eu respeitei. Mas me jogar assim, eu me senti jogada na boca do leão”, desabafou.
O caso ganhou repercussão após Larissa Malheiros registrar boletim de ocorrência por difamação contra os vereadores Demilson Nogueira (PP) e Ilde Taques (Podemos). A jornalista afirma que foi acusada, durante uma reunião na Câmara de Cuiabá, de ter vazado os áudios do grupo de WhatsApp dos parlamentares, o que ela nega. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil e encaminhada para investigação.
Fonte: Olhar Direto






