Depois de ficar seis meses encarcerado, Jean de Brito da Silva, o autista preso em virtude das manifestações do 8 de janeiro, foi absolvido, nesta quarta-feira, 5. A decisão veio depois de .
Apesar de agora ele poder tentar restabelecer a vida em Juara (MT), a pouco mais de 650 quilĂ´metros de Cuiabá, medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrĂ´nica, ainda o impedem de ter a liberdade completa. AlĂ©m disso, Silvia Giraldelli, advogada de Jean, afirmou que será difĂcil fazĂŞ-lo esquecer os sofrimentos e a solidĂŁo que passou no Complexo Penitenciário da Papuda, em BrasĂlia.
Em entrevista à edição desta quinta-feira, 6, do , Silvia afirmou que o “autista ficou esquecido durante todo tempo que ficou na prisão”. De acordo com a advogada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (), ignorou todos os pedidos da defesa em relação à condição de Jean.
Desde o começo do processo, a defesa do catador de material reciclado informou o estado de saĂşde do jovem e chegou a anexar laudos mĂ©dicos que atestam a condição de autismo. No entanto, somente em fevereiro de 2024 Ă© que a Procuradoria-Geral da RepĂşblica se manifestou pela impunidade de Jean. O parecer, contudo, ainda nĂŁo havia sido apreciado por Moraes no STF.Â
Silvia afirma que esse esquecimento nĂŁo deixa de ser um maltrato. “Ele ficou 6 meses encarcerado, longe da famĂlia, de atendimento mĂ©dico.”

AlĂ©m disso, Jean ficou impedido por dois anos de visitar os familiares. O avĂ´ do jovem morreu no mĂŞs passado, e ele nĂŁo pĂ´de visitá-lo. Em razĂŁo dessas situações, Silvia afirmou que as atitudes de Moraes nĂŁo condizem com os direitos humanos. “O processo Ă© um absurdo”, afirmou. “Foge a tudo que está no ordenamento jurĂdico.”
Fonte: revistaoeste





