Saúde

Aumento de hospitalizações por VSR e gripe no Brasil, revela InfoGripe

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2026

O boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta um aumento no número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) em todo o Brasil. Em algumas regiões, também foi registrado crescimento nas internações associadas à gripe, causada pelos vírus influenza A e B.

A análise corresponde à Semana Epidemiológica 22, referente ao período de 31 de maio a 6 de junho. Segundo os pesquisadores, a queda das temperaturas contribui para a maior circulação de vírus respiratórios, especialmente em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas.

O estudo identificou que 11 das 27 unidades federativas estão em nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento também no período mais longo de análise. Entre esses estados estão Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Por outro lado, outras 16 unidades federativas apresentam sinais de estabilização ou queda nos casos de SRAG. Ainda assim, 12 delas seguem com incidência em níveis de alerta ou risco, incluindo Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.

Cuidados e prevenção

De acordo com o levantamento, o Brasil já registrou 3.591 óbitos por SRAG em 2026. Especialistas reforçam a importância de medidas preventivas, como a higienização frequente das mãos, o uso de máscara em unidades de saúde e locais fechados com pouca ventilação, além da vacinação contra influenza.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca ainda a importância do isolamento em caso de sintomas gripais. Quando isso não for possível, recomenda-se o uso de máscaras de alta proteção, como N95 ou PFF2, para reduzir a transmissão do vírus.

Ela também ressalta a necessidade de imunização dos grupos prioritários contra a influenza e o VSR, como forma de reduzir complicações graves e mortes associadas às infecções respiratórias.

Os dados laboratoriais indicam que o aumento de SRAG em crianças de até 4 anos está relacionado principalmente ao VSR. Já entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus tem maior predominância.

Entre jovens, adultos e idosos, há predominância de casos associados à influenza A, enquanto a influenza B apresenta crescimento mais recente, especialmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

Fonte: cenariomt

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