Com o objetivo de difundir conhecimento e tecnologia da pesquisa, além de informações sobre a cultura algodoeira mato-grossense, a Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão ( Ampa ) e o Instituto Mato-Grossense do Algodão ( IMAmt ) mobilizaram esforços dos melhores especialistas em manejo do algodoeiro para publicar a 5ª edição do Manual de Boas Práticas de Manejo do Algodoeiro em Mato Grosso.
A publicação, dividida em 7 partes (A a G), tem 648 páginas e conta com dois artigos de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP).
O Capítulo 5.4. – Pulverização eletrostática para uso agrícola – de autoria do pesquisador Aldemir Chaim, tem 14 páginas e integra a Parte E – Condução da lavoura do Manual.
Segundo Chaim, a economia eletrostática se apresenta como uma alternativa promissora para aumentar a eficiência das pulverizações. “Esse capítulo pretende trazer a experiência de mais de 40 anos de pesquisas empíricas, lastreadas em conceitos técnicos da física envolvidos em processos de eletrificação e deposição de gotas com carga eletrostática”, explica.
Os pesquisadores Cristiano Alberto de Andrade e Ruan Carnier (pós-doutorando na Embrapa Meio Ambiente) são coautores do Capítulo 7.7. – Contexto e oportunidades para fazendas de algodão no mercado de carbono e na adaptação às mudanças climáticas – de 20 páginas, juntamente com os pesquisadores da Embrapa Instrumentação Ladislau Martin-Neto e Débora MBP Milori.
De acordo com eles, o capítulo que integra a parte G – Manejo sustentável do cultivo do algodoeiro – abrange os desafios e a visão futura do setor algodoeiro no que diz respeito às práticas de manejo mais sustentáveis e aos impactos no aumento da matéria orgânica do solo, que, por sua vez, traz benefícios à saúde do solo e ao sistema produtivo, além de se apresentar como uma das principais estratégias para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Além das alternativas para a redução das emissões de GEE no setor, o capítulo também aborda projetos de carbono e MRV (Monitoramento, Relato e Verificação) voltados à geração de créditos de carbono em áreas produtoras de algodão, descrevendo as tecnologias atualmente disponíveis e a sistemática envolvida.
Os autores concluem que a gestão adequada das informações na propriedade, associada à adoção de sistemas de produção mais sustentáveis, é fundamental para um setor algodoeiro economicamente e ambientalmente estratégico.
Segundo o Manual do IMAmt foi editado pela primeira vez em 2012 e, desde então, vem sendo atualizado periodicamente a cada 4 ou 5 anos, com o acréscimo de informações relevantes para o produtor. O IMAmt passou a disponibilizar o Manual a partir desta edição unicamente em formato digital, pois assim será necessário permitir a atualização individual dos capítulos – o que pode ser feito anualmente, conforme necessário. O objetivo do IMAmt é, a partir de agora, disponibilizar novas versões deste Manual em dezembro de cada ano, por meio de seu site.
Além de abordar os conceitos científicos que se baseiam nas recomendações de manejo, os autores disponibilizam no Manual suas próprias recomendações sobre métodos, técnicas e processos, que servirão como referência obrigatória no dia a dia dos técnicos das fazendas algodoeiras.
A obra tem diversos autores e contas, além de universidades e empresas privadas, com capítulos de autoria de analistas e pesquisadores de outras sete Unidades de Pesquisa da Embrapa: Agricultura Digital, Agrobiologia, Algodão, Agropecuária Oeste, Cerrados, Instrumentação, e Milho e Sorgo.
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Fonte: cenariomt






