O arquiteto e urbanista Fernando Castilho lança sua primeira exposição, marcada por obras que refletem um tema urgente. Com cores fortes e um traço carregado de personalidade, cada quadro revela o medo, o sofrimento e o desespero das vítimas de violência doméstica.
Em “A violência nossa de cada dia”, o artista se propõe a denunciar sistemas de violência, explícitos e implícitos na sociedade, em um conjunto de vinte obras em acrílica sobre papel. A proposta central não é a mera contemplação, mas sim a reflexão.
“Não se trata apenas da violência explícita, mas daquela que se infiltra nas palavras, nos gestos e nos silêncios. Uma violência difusa, naturalizada, que habita nossas relações profissionais, familiares e sociais, muitas vezes sem que a reconheçamos como tal.”
Fernando Castilho.
Na série de quadros, FerCastilho partiu da indignação diante da violência de gênero, do machismo estrutural e da misoginia para criar composições visualmente impactantes, marcadas por cores intensas, gestos rápidos e texturas densas.
As obras buscam tensionar esse campo invisível, convocando o espectador a sair do olhar que simplesmente observa para um olhar que se reconhece implicado.
Que violências carregamos? Em que medida participamos delas? E, sobretudo, como interrompê-las? Esses são alguns dos questionamentos propostos pela exposição “A violência nossa de cada dia”.
A estreia
A vernissage da exposição acontece na próxima quarta-feira, 15 de abril, às 19h, na Galeria de Vidro, localizada na Avenida Calógeras, 3015, dentro da Plataforma Cultural. A atração segue até 4 de maio, aberta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h; aos sábados, das 7h30 às 12h. A entrada é gratuita.
Sobre Fernando Castilho
Formado em arquitetura e urbanismo no Rio de Janeiro em 1980, Castilho foi aluno das artistas plásticas e carnavalescas Rosa Magalhães e Maria Augusta Rodrigues. O artista deu aula no curso de arquitetura
por mais de três décadas, foi coautor da revitalização Morada dos Baís e Anexo (1993) e integrou a equipe que elaborou o Plano Local das Zonas de Interesse Cultural do Centro – ZEICs Centro – em Campo Grande.
Participou da II Bienal de Arquitetura de São Paulo (1993) com o trabalho Fragmentos Neobarroco e da Exposição Alterações Climáticas: a paz e os seres vivos, em Campo Grande (2024). “A violência nossa de cada dia” marca sua estreia como artista visual.
Fonte: primeirapagina





