A Apple inaugurou nesta segunda-feira (28), uma nova casa de shows em Londres. Batizado de Apple Music Hall, o espaço funciona dentro da Battersea Power Station, antiga usina de energia às margens do rio Tâmisa que ficou conhecida mundialmente ao estampar a capa de Animals, álbum do Pink Floyd lançado em 1977.
Com capacidade para 600 pessoas, o local foi projetado para receber apresentações ao vivo, com estrutura para gravação e transmissão. Além do palco, o Apple Music Hall tem dois estúdios profissionais de gravação e mixagem, sistema de Áudio Espacial com 48 alto-falantes e estrutura para pelo menos 16 câmeras.
Como funciona o Apple Music Hall
O ambiente do Apple Music Hall incorpora elementos da Battersea Power Station. A arquitetura combina tijolos aparentes, arcos canelados e varandas de bronze inspiradas nas janelas do edifício histórico. Uma ampla parede de vidro completa o projeto, com vista para a área externa da antiga usina e para o rio Tâmisa.
O espaço foi projetado para manter o público próximo dos artistas sem abrir mão de uma estrutura técnica robusta. O palco, com 11,6 metros de largura, pode ser montado de duas formas: voltado para a plateia ou no centro do salão, com espectadores ao redor.
As 48 caixas de som distribuídas ao redor do público permitem reproduzir as apresentações em Áudio Espacial, criando um ambiente de som imersivo para quem está na plateia.
Nos bastidores, dois estúdios profissionais de gravação e mixagem permitem registrar cada apresentação em múltiplas faixas e produzir a versão em Áudio Espacial ao vivo ou posteriormente. A estrutura de vídeo tem capacidade para mais de 16 câmeras, conectadas a uma sala de controle que combina equipamentos profissionais com imagens feitas por iPhones.
A apresentação pode ser gravada, mixada e transformada em um vídeo pronto para transmissão sem que o artista precise sair do prédio. Os shows também poderão ser transmitidos ao vivo para o mundo todo.
Da capa de Animals à casa de shows da Apple
A Battersea Power Station ganhou projeção internacional ao aparecer na capa de Animals, do Pink Floyd. Lançado em 21 de janeiro de 1977, o álbum traz a imagem de um porco inflável voando entre as quatro chaminés da usina, utilizada pela banda como uma metáfora para a indústria e os excessos do capitalismo.
Construída entre 1929 e 1955, a usina abasteceu Londres com energia gerada a carvão até 1978. Após a desativação, o edifício passou décadas sem uso e foi alvo de diversos projetos de revitalização que nunca saíram do papel, incluindo a proposta de transformar o local em um parque temático.
A transformação começou a ganhar forma apenas décadas depois. Em 2022, a Battersea Power Station reabriu como um complexo comercial e residencial. A Apple também instalou ali sua sede no Reino Unido.
Antes mesmo da inauguração do Apple Music Hall, a usina já havia recebido apresentações de artistas. Elton John fez um show privado no local em 2014 e, em março deste ano, a banda Mumford & Sons se apresentou ali durante as comemorações dos 50 anos da Apple.
A Apple e a música ao vivo
A relação da Apple com shows em Londres vem de longa data. Entre 2007 e 2017, a empresa promoveu o iTunes Festival – mais tarde rebatizado como Apple Music Festival -, que levou artistas como Adele, Lady Gaga, Elton John, Oasis e Kendrick Lamar a casas de espetáculos da cidade.
Fonte: viagemeturismo





