Se você gosta de um bronzeado, fique alerta a notícia. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nova resolução que proíbe o armazenamento, comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência utilizadas em equipamentos de bronzeamento artificial.
Segundo a agência, a medida pretende coibir a fabricação e manutenção de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos, proibidas no Brasil desde 2009, ano em que foi publicada a RDC n.º 56, de 09 de novembro de 2009, mas que vêm sendo utilizadas irregularmente no país.
O uso de câmaras de bronzeamento artificial pode causar diversos danos à saúde, dentre os quais se destacam:
- câncer de pele
- envelhecimento da pele
- queimaduras
- ferimentos cutâneos
- cicatrizes
- rugas
- perda de elasticidade cutânea
- lesões oculares como fotoqueratite
- inflamação da córnea e da íris
- fotoconjuntivite
- catarata precoce
- pterigium (excrescência opaca, branca ou leitosa, fixada na córnea)
- carcinoma epidérmico da conjuntiva
A proibição ocorreu após a publicação da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC-International Agency for Research on Cancer), vinculada à OMS (Organização Mundial da Saúde), que concluiu que o uso de câmaras de bronzeamento artificial é cancerígeno para humanos.
De acordo com a Anvisa, ações pontuais de Assembleias Legislativas Estaduais e Municipais estão aprovando, de forma irregular, o uso de câmaras de bronzeamento artificial.
A instituição enfatizou que esse tipo de Lei municipal/estadual contraria e desrespeita a norma federal da Anvisa, a RDC n.º 56/2009 e, por isso, a agência providenciará as devidas medidas legais visando resguardar e proteger a saúde da população.
Fonte: primeirapagina