O neurologista e Acadêmico Osvaldo Nascimento explica como o donanemabe atua, para quais pacientes é indicado e porque o diagnóstico precoce é fundamental.
A aprovação do Kisunla (donanemabe) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abre uma nova perspectiva para o tratamento da doença de Alzheimer no Brasil. Indicado para pacientes em estágios iniciais da doença, o medicamento atua na redução das placas de beta-amiloide no cérebro, mecanismo associado ao desenvolvimento da enfermidade, e pode retardar a progressão do declínio cognitivo.
O neurologista, professor e membro titular da Academia Nacional de Medicina (ANM), Osvaldo Nascimento, explica que os estudos clínicos demonstraram uma desaceleração de até 35% na evolução da doença em pacientes selecionados. Segundo ele, o donanemabe representa um avanço importante na neurologia, mas não deve ser interpretado como uma cura para o Alzheimer.
O especialista ressalta que a nova terapia é indicada apenas para pacientes que se enquadram nos critérios aprovados pela Anvisa e que sua utilização exige avaliação médica criteriosa e acompanhamento contínuo, uma vez que o tratamento pode causar efeitos adversos. Para ele, o principal benefício do medicamento está em ampliar as opções terapêuticas para pessoas diagnosticadas precocemente, reforçando a importância do reconhecimento dos primeiros sinais da doença e do acesso ao atendimento especializado.
Com a aprovação regulatória, o Kisunla já pode ser comercializado e utilizado no Brasil dentro das indicações autorizadas pela Anvisa, representando mais um passo no avanço das terapias modificadoras da doença de Alzheimer.
Sobre ANM:
Fundada em 1829, a Academia Nacional de Medicina é uma das mais tradicionais instituições científicas do Brasil, dedicada ao avanço da medicina, da saúde pública e das ciências afins. Promove debates, cursos, congressos e premiações, contribuindo para o desenvolvimento científico e para a orientação de políticas de saúde no país.
Fonte: noticiapositiva





