CenĂĄrio PolĂ­tico

Anatel alerta: Starlink pode ter licença suspensa no Brasil

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2026

A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, corre o risco de perder a licença de operação no Brasil. A afirmou que a companhia pode ter a licença cassada se não cumprir a ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para bloquear o Twitter/X.

Em entrevista Ă  GloboNews, o presidente da agĂȘncia, Carlos Baigorri, declarou que, caso a desobediĂȘncia Ă  ordem judicial seja confirmada, serĂĄ aberto um processo administrativo contra a Starlink. A empresa terĂĄ direito Ă  defesa, mas poderĂĄ enfrentar sançÔes que variam de advertĂȘncias a multas e atĂ© a cassação da licença para operar no Brasil.

“A agĂȘncia segue a lei do processo administrativo”, explicou Baigorri. “As sançÔes possĂ­veis começam na advertĂȘncia, passam pela sanção de multa e, em Ășltima instĂąncia, podem resultar na cassação da outorga. Perdendo a outorga, a Starlink perde a autorização de prestar serviços de telecomunicaçÔes no Brasil.”

A Anatel estĂĄ investigando o cumprimento da decisĂŁo judicial pela Starlink. TĂ©cnicos da agĂȘncia vĂŁo acessar a rede da empresa nas principais regiĂ”es de operação para verificar se a ordem de bloqueio estĂĄ sendo cumprida. Caso consigam acessar o X/Twitter, isso servirĂĄ como prova de que a empresa estĂĄ desrespeitando a determinação judicial.

No domingo 1Âș, a Starlink informou Ă  Anatel que nĂŁo cumpriria a ordem de restrição de acesso ao X/Twitter enquanto as contas bancĂĄrias da empresa estivessem bloqueadas.

Para Moraes, a Starlink e o Twitter/X operam como um mesmo grupo econĂŽmico, o que justificaria o bloqueio das contas da empresa de internet como garantia de pagamento das multas.

O ministro argumenta que a atuação conjunta das empresas facilita a propagação de conteĂșdos que violam as leis brasileiras.

A Starlink, com aproximadamente 225 mil usuĂĄrios no Brasil, Ă© a 16ÂȘ maior operadora de internet do paĂ­s. A empresa Ă© conhecida por fornecer acesso Ă  internet em ĂĄreas remotas e de difĂ­cil acesso, utilizando uma constelação de satĂ©lites em Ăłrbita baixa.

Baigorri enfatizou que a Anatel não se opÔe à operação da Starlink no Brasil, mas reforçou que o cumprimento de leis e decisÔes judiciais é crucial para a continuidade das operaçÔes de qualquer empresa no país.

“A Anatel está cumprindo seu papel regulador e fiscalizador”, acrescentou. “Se há uma decisão judicial, ela precisa ser respeitada por todos, independentemente do porte da empresa ou de quem a controla.”

Fonte: revistaoeste

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