A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) registrou seis mortes e 225 casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil. As notificações envolvem medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida.
Os registros constam na base de dados de farmacovigilância da Anvisa e incluem casos ocorridos em pacientes dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.
Além desses, há seis mortes adicionais com suspeita de relação com pancreatite após o uso dos medicamentos, embora os estados de origem não tenham sido informados.
O alerta no Brasil ocorre em meio a preocupações internacionais. Em 29 de janeiro de 2026, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) emitiu um comunicado sobre casos de morte decorrentes de inflamação grave do pâncreas associados a medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes, como Mounjaro (tirzepatida) e Wegovy (semaglutida).
Segundo a agência britânica, o país já contabilizou 19 mortes relacionadas à canetas emagrecedoras.
Em nota, a MHRA ressaltou que a pancreatite aguda é um efeito colateral conhecido, porém raro, desse tipo de fármaco.
Ainda assim, médicos e pacientes devem estar atentos aos sintomas iniciais, como dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, além de náuseas e vômitos, para evitar a evolução para quadros graves.
Apesar dos registros, autoridades sanitárias e especialistas reforçam que os dados não indicam a necessidade de suspensão do uso das canetas emagrecedoras, desde que haja prescrição responsável e acompanhamento médico adequado.
Em posicionamento oficial, a Anvisa informou que os dados embasaram a restrição da venda das canetas emagrecedoras no país, exigindo prescrição médica.
“Para que todos os pacientes sejam avaliados criteriosamente por um médico antes de ter acesso aos medicamentos. Até o momento, a venda com retenção de receita se mostra uma medida de controle adequada. No entanto, outras ações podem ser adotadas caso a Anvisa identifique novos riscos”, destacou a agência.
Na base do VigiMed, sistema de notificação de eventos adversos da Anvisa, os casos de pancreatite aparecem associados aos medicamentos Wegovy, Victoza, Trulicity, Saxenda, Xultophy, Ozempic, Rybelsus e Mounjaro.
Fonte: primeirapagina






