A chegada do período de estiagem acendeu o sinal de alerta para a zona rural de Sorriso. A Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar emitiu um comunicado oficial direcionado aos produtores rurais — com foco especial nos agricultores familiares — sobre as condições climáticas extremas dos próximos meses.
A combinação de baixa umidade do ar, vegetação seca e ventos fortes neste período cria o cenário perfeito para que qualquer faísca se transforme em um incêndio incontrolável.
Para o pequeno produtor, o prejuízo de uma queimada descontrolada costuma ser devastador e, muitas vezes, irreversível. Ao contrário dos grandes latifúndios, a agricultura familiar opera com margens estreitas e estrutura limitada, o que torna a perda de fiação elétrica, cercas, galpões, animais ou lavouras de subsistência um golpe fatal na renda da família.
O perigo da falta de estrutura e o apoio da Patrulha
A vulnerabilidade dos pequenos assentamentos e chácaras se agrava pela falta de maquinário e equipamentos de combate a incêndios nas propriedades. Quando o fogo começa, a propagação é veloz.
Como medida de socorro, a Prefeitura de Sorriso mantém a estrutura da Patrulha Mecanizada, que conta com caminhões-pipa prontos para dar suporte emergencial no interior. No entanto, a administração reforça que, em casos de grandes proporções, a estrutura municipal precisa acionar o Corpo de Bombeiros e brigadas especializadas, evidenciando que a única saída viável é a prevenção.
Orientações práticas para proteger a propriedade
O secretário municipal de Agricultura Familiar, Lucas Oliveira, enfatiza que a tradicional prática de usar o fogo para “limpar” o terreno ou queimar resíduos deve ser totalmente suspensa.
“Nosso principal pedido aos produtores é que não realizem queimadas, mesmo que pareçam controladas. Os agricultores familiares podem sofrer prejuízos irreparáveis com a perda de animais e plantações. É fundamental manter os aceiros limpos, redobrar a atenção e comunicar imediatamente as autoridades ao menor sinal de fumaça”, orienta Oliveira.
A Secretaria de Agricultura listou as principais medidas preventivas que devem ser adotadas imediatamente nas propriedades:
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Manutenção de aceiros: Limpar faixas de terra sem vegetação ao redor de cercas, pastos e benfeitorias para evitar que o fogo passe de uma propriedade para a outra;
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Destinação correta de resíduos: Proibição absoluta da queima de lixo doméstico, restos de podas de árvores ou resíduos de colheita;
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Cuidado com faíscas: Evitar o uso de ferramentas ou maquinários que possam gerar faíscas perto de áreas de pastagem seca durante as horas mais quentes do dia.
Ao avistar qualquer foco de incêndio na zona rural, o produtor deve acionar imediatamente os serviços de emergência do município para garantir que o combate seja feito antes que as chamas ganhem proporções desastrosas.
Fonte: cenariomt





