Os preços do café iniciaram esta segunda-feira (09) em queda nas bolsas internacionais, após registrarem fortes altas na última sessão. O movimento foi motivado por ajustes técnicos e realização de lucros, enquanto os fundamentos do mercado permanecem inalterados.
De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, os estoques de segurança continuam baixos nos países produtores e consumidores. Além disso, aumentam as informações sobre a expressiva queda de flores nos cafezais brasileiros, indicando uma possível redução significativa no volume da safra brasileira de café prevista para 2025.
Cotações do arábica e robusta
Por volta das 8h30 (horário de Brasília), os contratos futuros de café arábica apresentavam as seguintes movimentações:
- Dezembro/24: alta de 1.675 pontos, cotado a 332,50 cents/lbp.
- Março/25: queda de 470 pontos, negociado a 325,55 cents/lbp.
- Maio/25: recuo de 460 pontos, com preço de 323,00 cents/lbp.
- Julho/25: baixa de 455 pontos, valendo 317,40 cents/lbp.
No caso do robusta, os contratos exibiam os seguintes desempenhos:
- Janeiro/25: queda de US$ 101, cotado a US$ 5.052/tonelada.
- Março/25: recuo de US$ 91, negociado a US$ 5.025/tonelada.
- Maio/25: baixa de US$ 89, com preço de US$ 4.976/tonelada.
- Julho/25: queda de US$ 95, valendo US$ 4.905/tonelada.
Impacto nos preços ao consumidor
Segundo relatório da Pine Consultoria, nas últimas semanas, o preço do café ao consumidor final já apresentou aumento de 15%. A projeção é de que, em dezembro, o valor sofra novos reajustes, com alta estimada entre 20% e 25%.
O mercado segue atento aos desdobramentos climáticos e às condições dos cafezais, fatores cruciais para as perspectivas da safra futura.
Fonte: portaldoagronegocio