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Agricultor acusado de ser mandante da morte de advogado tem prisão mantida pelo STJ em Cuiabá

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2026

– A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter preso o agricultor César Jorge Sechi, apontado como um dos mandantes do assassinato do advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, morto a tiros em frente ao próprio escritório, em Cuiabá. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (10).

O crime ocorreu em 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Renato Nery foi surpreendido por disparos quando estava em frente ao escritório de advocacia. As investigações apontam que a execução teria sido motivada por uma disputa judicial envolvendo terras.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), César teria participado do planejamento do homicídio e da parte financeira do crime. A agricultora Julinere Goulart Bentos, companheira dele, também responde ao processo e é apontada como uma das responsáveis por encomendar e coordenar a morte do advogado.

César está preso desde maio de 2025. A defesa tentou derrubar a prisão no STJ alegando, entre outros pontos, demora na tramitação do processo e ausência de motivos que justificassem a permanência dele atrás das grades.

O argumento, porém, não convenceu os ministros. Para o relator, ministro Reynaldo Soares da Fonseca, as circunstâncias do caso e a forma como o crime teria sido organizado justificam a manutenção da prisão preventiva.

O STJ também rejeitou a tentativa da defesa de retirar do processo a acusação de organização criminosa. Conforme as investigações, César teria posição de liderança em um grupo estruturado em diferentes frentes, responsáveis pelo comando, intermediação, execução e tentativa de atrapalhar as apurações.

Entre os elementos reunidos durante a investigação estão depoimentos de testemunhas, declarações de uma pessoa apontada como participante direto do assassinato e um bilhete relacionado à cobrança pelo pagamento da execução. Os autos também mencionam indícios de interferência nas investigações.

A fase de produção de provas foi encerrada em março deste ano e César já foi pronunciado, ou seja, deverá enfrentar julgamento pelo Tribunal do Júri.

A decisão da Quinta Turma foi unânime. Além do relator, acompanharam o entendimento os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas. César continuará preso enquanto aguarda o julgamento.

Se quiser, também posso deixar o título mais pesado, puxando por “mandante”, “execução” ou pela disputa de terras.

Fonte: odocumento

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