Em entrevista Ă edição desta segunda-feira, 23, do , Geovane Veras, advogado do cacique Serere Xavante, afirmou que o indĂgena nĂŁo recebeu apoio de nenhuma instituição que se dedica aos cuidados dos Ăndios.
“Nem a Fundação Nacional dos Povos IndĂgenas (Funai) se solidarizou com o cacique, porque ele Ă© de direita”, disse o advogado de Serere.
Autoridades argentinas detiveram Serere no domingo 22, na aduana de Puerto IguazĂş, na Argentina. O indĂgena vinha de Foz do Iguaçu, no Paraná, quando foi abordado.
Na abordagem, os agentes perceberam que Serere estava sem documentos e resolveram puxar a ficha dele. Foi quando viram que o cacique teve a prisĂŁo decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (), em virtude de suposto descumprimento de medidas restritivas. Por esse motivo, o entregaram Ă PolĂcia Federal (PF), em Foz do Iguaçu.
Serere viajou ao paĂs vizinho em julho deste ano, para buscar asilo polĂtico. Ele Ă© investigado em inquĂ©ritos do STF. O indĂgena se manifestou em BrasĂlia, em janeiro de 2023, contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Â

Depois de ficar noves meses na cadeia, Serere foi solto. O indĂgena passou a usar tornozeleira eletrĂ´nica. Ao sair da Papuda, mudou-se para Aragarças, em Goiás.
Ao , o advogado afirmou que o cacique precisava trabalhar. Segundo Veras, Serere Ă© quem sustenta a famĂlia.
Em Aragarças, o indĂgena conseguiu um trabalho de ajudante de pedreiro. No entanto, ele teria descumprido mais de cem medidas restritivas porque tinha de trabalhar em outras cidades. Ă€s vezes, ultrapassava os horários impostos por Moraes. Ele fugiu para a Argentina quando teve o pedido de prisĂŁo decretado.
Fonte: revistaoeste




