O feriado de Ano Novo de 2026 foi marcado por aumento significativo no número de acidentes e por um salto expressivo de mortes nas rodovias federais concedidas do país. Dados consolidados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostram que, entre os dias 29 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, foram registrados 1.739 sinistros, número 21,2% superior ao do mesmo período do ano anterior, quando houve 1.435 ocorrências.
O dado mais grave está no número de óbitos. As mortes nas rodovias concedidas passaram de 26 no feriado de Ano Novo de 2025 para 59 em 2026, um aumento de 126,9%. As colisões frontais concentraram a maior parte das vítimas fatais, respondendo por 41% das mortes, seguidas por saídas de pista (12%) e atropelamentos (8%).
O crescimento da violência no trânsito ocorreu em um período de maior circulação de veículos. O volume registrado nas praças de pedágio subiu 2,4%, passando de 17.648.780 veículos em 2025 para 18.078.382 em 2026. Mesmo com aumento moderado no fluxo, os números indicam que o risco nas estradas se intensificou durante o feriado prolongado.
Atendimentos aumentam, mas mortes chamam atenção
Durante o período, os atendimentos médicos nas rodovias concedidas somaram 2.538 ocorrências, frente a 2.289 no ano anterior, alta de 10,9%. Já os atendimentos mecânicos apresentaram queda de 17,3%, passando de 18.542 para 15.328 registros, mesmo com mais veículos em circulação.
A redução nas ocorrências mecânicas contrasta com o avanço dos acidentes graves e reforça o peso do comportamento dos condutores no perfil das ocorrências fatais. Segundo os dados da ANTT, a maioria das mortes está associada a situações consideradas evitáveis, como ultrapassagens indevidas, excesso de velocidade e desatenção às condições da via.
Colisões frontais lideram mortes também no balanço ampliado
Quando analisado o período ampliado, que inclui os feriados de Natal e Ano Novo, o cenário se mantém preocupante. Entre 19 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, foram registrados 130 óbitos nas rodovias federais concedidas. Desse total, 33% foram causados por colisões frontais, 12% por atropelamentos e 8% por saídas de pista.
No feriado de Natal, entre 19 e 28 de dezembro, foram contabilizadas 71 mortes, com destaque para colisões frontais (27%), colisões traseiras (17%), laterais (15%) e atropelamentos (14%). Já no período exclusivo do Ano Novo, as colisões frontais responderam por 41% das mortes, evidenciando um padrão recorrente de acidentes de alta gravidade.
Ocorrências graves exigem longas operações de resgate
Entre os casos mais complexos registrados no feriado está um acidente ocorrido na BR-116, no Rio Grande do Sul, em trecho concedido à Ecovias Sul, envolvendo um caminhão e um ônibus. A ocorrência mobilizou equipes por mais de dez horas, com atuação conjunta de concessionária, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, SAMU e forças de segurança locais para resgate de vítimas e controle da situação.
Situações como essa ajudam a dimensionar o impacto humano e operacional dos acidentes registrados durante períodos de intenso deslocamento nas rodovias.
Dados reforçam necessidade de atenção redobrada
Os números consolidados pela ANTT indicam que, apesar da estrutura operacional disponível nas rodovias concedidas, o comportamento dos motoristas segue como fator decisivo na gravidade dos acidentes. A predominância de colisões frontais aponta para práticas de risco que se repetem em feriados prolongados, quando a pressa e o cansaço tendem a aumentar.
Mais do que um balanço estatístico, os dados do feriado de Ano Novo de 2026 expõem um cenário que exige atenção contínua de autoridades, concessionárias e, principalmente, dos condutores. Em períodos de maior movimento, a combinação entre fluxo intenso e decisões equivocadas ao volante segue cobrando um preço alto nas rodovias brasileiras.
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Fonte: cenariomt






