O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que o resultado segundo turno das eleições será definido pela capacidade dos candidatos de conquistar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e daqueles que votaram em outros candidatos. Segundo ele, a maioria dos eleitores que escolheu Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) tende a manter o voto no segundo turno.
“A eleição, vai poder ser decidida, naqueles que não compareceram e na migração dos votos daqueles que não votaram nem em Lula nem em Bolsonaro”, afirmou ele.
Somente em Mato Grosso, mais de meio milhão de eleitores (585.668) deixaram de comparecer às urnas no dia 4 de outubro, enquanto cerca de 50 mil compareceram mas votaram em branco ou anularam o voto. A nível nacional, foram mais de 33 milhões de abstenções e 2,3 milhões de votos em branco e 3,6 milhões anulados.
Com o segundo turno das eleições cada vez mais perto, cada grupo político adota estratégias diferentes para conquistar o eleitorado que se absteve ou que tinha um candidato que não passou para o segundo turno, além de tentar virar votos do rival. Uma das estratégias presentes na esquerda é a de cobrar o posicionamento de artistas, influencer e personalidades famosas.
Mauro avaliou que a estratégia tem o seu mérito, mas que isso não significa que a direita esteja falhando em suas estratégias. Entretanto, o ex-governador afirma que mesmo com coma tentativa da esquerda, as chances de que o eleitorado que já votou em Lula ou Bolsonaro no primeiro turno mudem de ideia, são baixas. Além disso, Mendes defendeu que conquistará mais votos aquele que gerar mais conexão com a população.
“Olha, é uma estratégia, ela tem o seu mérito, como qualquer estratégia, mas a direita também não vai dormir no ponto. Vai ganhar essa eleição, primeiro quem gerar mais conexão, há pouquíssima probabilidade de quem votou em Lula ou em Flávio não vai mudar o seu voto”, afirmou ele.
Ao ser questionado sobre a avaliação que faz dos artistar que declararam voto no PT, Mauro defendeu que os eleitores são autônomos e não mais influenciáveis por personalidades.
“Hoje em dia tá mais provado do que nunca que o eleitor é autônomo. Não é conversinha de cantor, de influencer, de político que vai mudar a cabeça do eleitor. As pessoas estão muito autônomas para tomar as suas decisões. Tanto que aqui no Mato Grosso é um exemplo clássico e notório disso. O eleitor foi muito autônomo para escolher gente do 22, do Republicanos, do União Brasil e não se pautou por onda e nem por conversa fiada”, finalizou o ex-governador.
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Fonte: leiagora





