A declaração foi dada ao comentar o cenário eleitoral e o apoio ao senador Wellington Fagundes (PL) em eventual disputa ao Governo do Estado. Segundo Abilio, o foco principal é a eleição de Flávio, e, no contexto local, pretende pedir votos tanto para Wellington quanto para o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que também é apoiador do senador.
Ao abordar a articulação política, o prefeito afirmou que a formação de alianças não exige concordância plena entre os envolvidos. “Se eu fechar a porta para todo mundo, quando vão vir esses apoios?”, disse. Ele acrescentou que considera natural que Flávio receba apoio de diferentes siglas, incluindo partidos fora do seu campo político. “O MDB quer apoiar? Não tem problema. Eu não apoio o MDB, mas se quiser apoiar o Flávio, tudo bem”, declarou.
Abilio também destacou que divergências internas são comuns, inclusive dentro do próprio partido. Como exemplo, citou sua campanha à Prefeitura de Cuiabá, quando nem todos os membros do PL o apoiaram desde o início. “Alguns apoiaram no primeiro turno, outros no segundo. Faz parte”, afirmou.
O prefeito defendeu que a busca por alianças deve ocorrer sem que haja abandono de posicionamentos políticos. “Você não pode perder suas convicções, sua lógica e sua ideologia”, disse. Ainda assim, argumentou que o diálogo com diferentes grupos é necessário para ampliar a base de apoio.
Ao justificar esse posicionamento, Abilio mencionou a composição da chapa presidencial de 2022, formada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), que anteriormente haviam trocado críticas públicas. Para ele, o episódio demonstra que alianças podem ser construídas mesmo entre adversários.
“Precisamos resgatar o país conversando até com quem a gente não gosta”, afirmou. Segundo o prefeito, a prioridade deve ser a união de forças políticas com o objetivo de derrotar o PT nas próximas eleições, ainda que isso envolva diálogo entre diferentes correntes ideológicas.
Fonte: Olhar Direto





