Cuiabá

Abílio não aprova reajuste da água, mas aumento pode ser aplicado sem autorização da Prefeitura

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que não irá assinar o reajuste anual de 4,16167% nas tarifas de abastecimento de água e esgotamento sanitário na capital. O percentual foi calculado conforme as regras previstas no Contrato de Concessão nº 14/2011, firmado na gestão anterior, e na legislação federal de saneamento básico.

Apesar de o índice estar previsto contratualmente, o prefeito encaminhou o tema aos setores técnicos e jurídicos do Município para avaliar medidas que possam impedir a aplicação do aumento. Segundo ele, a prioridade da gestão é proteger o orçamento das famílias cuiabanas, especialmente diante do cenário econômico atual.
No entanto, o modelo de concessão estabelece que o reajuste anual é um procedimento técnico e obrigatório, vinculado a uma fórmula paramétrica definida em contrato. A recomposição tarifária, nesse formato, tem como objetivo garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão e a continuidade da prestação dos serviços.
Na prática, a concessionária pode aplicar o reajuste após a conferência técnica da agência reguladora municipal, independentemente de autorização formal da Prefeitura. De acordo com documento encaminhado à Cuiabá Regula, a previsão é que o aumento seja oficializado já na próxima semana.
Embora o Município atue como poder concedente, não possui poder de veto quando o cálculo segue estritamente as regras contratuais e os índices econômicos previstos. Cabe à agência reguladora verificar a memória de cálculo apresentada pela empresa, assegurando que os índices estejam corretos e em conformidade com os princípios da legalidade, transparência e modicidade tarifária.
Mesmo diante desse cenário, Abilio reforçou que a gestão buscará alternativas legais para tentar barrar o reajuste. Entre as possibilidades em análise estão questionamentos técnicos sobre a metodologia aplicada e a adoção de eventuais medidas administrativas cabíveis.
A Prefeitura informou ainda que continuará acompanhando de perto a execução do contrato e a qualidade dos serviços prestados, mantendo diálogo com os órgãos de controle e buscando soluções para minimizar impactos financeiros à população.

 

Fonte: Olhar Direto

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