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Abilio Classifica Facções Criminosas como Narcoterroristas em Cuiabá: Assista ao Vídeo

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta sexta-feira (23) que pretende seguir a iniciativa do governador Otaviano Pivetta e avançar no reconhecimento de facções criminosas como organizações narcoterroristas também no âmbito municipal. Durante coletiva na inauguração da USF Doutor Fábio, na Capital, Abilio disse que a Prefeitura já estuda adotar a classificação e defendeu a aplicação de medidas administrativas para atingir os interesses econômicos das organizações.

A declaração foi dada após o prefeito ser questionado sobre a iniciativa do governo estadual. Abilio concordou com a classificação das facções como narcoterroristas e argumentou que estados e municípios podem adotar medidas dentro de suas respectivas competências. Segundo ele, a proposta da Capital não se limitaria ao reconhecimento formal, mas envolveria restrições a negócios que, conforme a avaliação da administração municipal, estejam ligados a organizações criminosas.

“Já estamos estudando em colocar aqui no município de Cuiabá, e vamos fazer isso, as organizações de facção criminosa serão reconhecidas no município de Cuiabá como narcoterroristas”, afirmou.

Como exemplo das possíveis consequências, o prefeito citou a cassação de alvarás de funcionamento de estabelecimentos identificados como pertencentes a facções. Ele também disse que a Prefeitura não pretende emitir alvarás ou outros documentos municipais para negócios enquadrados nessa condição.

Abilio defendeu que o enfrentamento às facções deve atingir não apenas a atuação criminosa nas ruas, mas também as estruturas utilizadas para movimentar e ocultar dinheiro, o chamado braço econômico. Na avaliação dele, organizações podem recorrer a empresas para lavar recursos obtidos ilegalmente, enquanto exercem pressão sobre comerciantes e tentam controlar territórios.

“O nosso interesse principal é quebrar o braço econômico dessas facções”, declarou.

O prefeito citou como exemplo a possibilidade de criminosos cobrarem taxas de empresários e, depois, criarem estabelecimentos comerciais para lavar o dinheiro obtido com essas práticas. Para ele, a atuação municipal pode ocorrer por meio dos instrumentos administrativos disponíveis, enquanto investigações e ações de inteligência para identificar essas estruturas devem envolver os órgãos estaduais de segurança.

Ao explicar seu entendimento sobre as atribuições de cada esfera, Abilio afirmou que o Estado e o município podem reconhecer as organizações como narcoterroristas e adotar providências dentro dos limites de suas competências. Ele diferenciou as ações de segurança e investigação policial das medidas que a Prefeitura poderia tomar em relação ao funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Pichações

Além das possíveis restrições a empresas, Abilio propôs uma parceria com o governo estadual para retirar inscrições e símbolos de facções criminosas pintados nos muros de residências na capital. A ideia é utilizar mão de obra prisional, por meio de uma contratação articulada com a Limpurb, empresa pública municipal responsável pelos serviços de limpeza urbana.

O prefeito afirmou que a medida também teria um papel na segurança dos moradores, que podem temer represálias caso decidam apagar as marcas por conta própria. Segundo ele, a atuação do poder público permitiria recuperar esses espaços sem deixar a responsabilidade exclusivamente nas mãos dos proprietários dos imóveis.

“Eu mesmo, se o governador quiser, eu faço essa parceria com ele através da Limpurb”, disse.

Na avaliação do prefeito, a retirada dos símbolos vai além da recuperação visual dos muros e representa uma forma de enfrentar a presença das facções nos espaços urbanos. “Tirar as siglas de facção criminosa no muro da casa das pessoas é um ato de segurança pública e de reconquista do espaço público”, afirmou.

A proposta de Abilio amplia o debate iniciado pelo governo estadual para o âmbito municipal, com a previsão de medidas administrativas e de ações para retirar marcas de facções dos espaços públicos e privados. As declarações, porém, apresentam as intenções do prefeito; a adoção das medidas dependerá dos encaminhamentos da gestão e dos limites legais aplicáveis a cada iniciativa.

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Fonte: leiagora

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