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A Evolução da Direção Autônoma no Brasil: Estágio Atual e Desafios Reais

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A direção autônoma pode chegar ao Brasil? Conheça o estágio atual e os desafios reais

Carros autônomos no Brasil: A tecnologia já está nas fazendas e em sistemas de segurança de sedãs, mas quando teremos robotáxis? Conheça os desafios do 5G e da infraestrutura.

Enquanto nos Estados Unidos e na China os “robotáxis” da Waymo e da Baidu já operam comercialmente, no Brasil a pergunta não é apenas “quando”, mas “onde” e “como”. De acordo com especialistas e relatórios da indústria (como os da KPMG e MotorTrend), a autonomia veicular no país deve seguir um caminho focado em nichos específicos antes de atingir o consumidor comum.

A direção autônoma pode chegar ao Brasil?

Hoje, a direção autônoma já é uma realidade parcial nas concessionárias brasileiras. Modelos como o Volvo XC60, o BMW iX e até opções mais acessíveis como o Honda Civic e o Toyota Corolla já oferecem o que chamamos de Autonomia Nível 2.

O que fazem: Eles aceleram, freiam e mantêm o carro centralizado na faixa, mas exigem que o motorista mantenha as mãos no volante e a atenção total na via.

O Próximo Passo: Com a chegada da tecnologia 5G em larga escala no Brasil em 2026, a comunicação entre veículos (V2V) e com a infraestrutura (V2X) deve permitir sistemas de Nível 3 (onde o carro assume o controle em engarrafamentos, por exemplo) em rodovias concessionadas.

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A direção autônoma pode chegar ao Brasil? Foto: Divulgação

Os Três Grandes Desafios Brasileiros

Fontes do setor apontam que o Brasil enfrenta barreiras únicas que impedem a autonomia plena (Nível 5):

Infraestrutura e Sinalização: Para um carro autônomo “enxergar”, as faixas de rolagem precisam estar bem pintadas e as placas visíveis. A precariedade de muitas vias brasileiras confunde os sensores de câmeras e LiDAR.

Segurança Jurídica: De quem é a culpa em um atropelamento causado por um carro sem motorista? O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ainda não possui uma regulamentação clara para veículos sem intervenção humana.

Comportamento do Trânsito: O tráfego imprevisível — com motos circulando nos “corredores” e pedestres fora da faixa — exige um nível de processamento de inteligência artificial muito superior ao necessário em subúrbios americanos organizados.

O Brasil como Pioneiro no Agronegócio

Curiosamente, a direção autônoma plena já chegou ao Brasil, mas longe das cidades. No agronegócio, máquinas da John Deere e Case IH operam de forma 100% autônoma em fazendas de Mato Grosso e Goiás. Como o ambiente é controlado e não há tráfego caótico, tratores e colheitadeiras utilizam GPS de alta precisão para trabalhar sem ninguém na cabine.

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Trato autônomo John Deere – Foto: Divulgação

A expectativa é que, até o final de 2026, vejamos os primeiros testes de shuttles autônomos (pequenos ônibus) em ambientes fechados, como aeroportos, portos e grandes complexos industriais. Para o cidadão comum, a autonomia total nas capitais ainda deve levar pelo menos uma década para se tornar viável.

 

Leia aqui: Teaser enigmático sugere a chegada de um Toyota SUV 100% elétrico


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Escrito por

Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

Fonte: garagem360

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